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Crónicas do Professor Nuno Sotto Mayor Ferrão

Crónicas que tratam temas da cultura, da literatura, da política, da sociedade portuguesa e das realidades actuais do mundo em que vivemos. Em outros textos mais curtos farei considerações sobre temas de grande actualidade.

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SANTO ANTÓNIO (1191-1231) DE LISBOA OU DE PÁDUA ?

 

A questão com que iniciámos esta crónica é irrelevante, embora paire em boa parte da mentalidade dos portugueses e dos italianos, pois foi um pregador de uma amplitude universalista, como se constata da argumentação que vos apresentamos.

 

É, com efeito, o santo português, de nascimento, com maior relevo, que pertenceu à ordem franciscana, embora tenha estudado em Lisboa e em Coimbra, sendo a sua festa comemorada no período do solistício de verão a 13 de junho em Portugal com festas populares que a cidade de Lisboa celebra com grande júbilo. Nascido em Lisboa em 1191 com o nome de Fernando Martins de Bulhão, só recebe o nome de António quando ingressa na ordem religiosa franciscana.

                                                        

Convém recordar, por isso, que viveu em pleno contexto da reconquista cristã de Portugal. Deste modo, o ambiente de crescimento económico e urbano, que se fazia sentir na Europa, a par das grandes desigualdades sócio-políticas e da atmosfera marcial das Cruzadas fê-lo, certamente, aproximar-se dos ideais de humildade, de pobreza e de evangelização da ordem mendicante franciscana. 

 

A forte formação intelectual, iniciada com os cónegos regrantes de Santo Agostinho, permitiu-lhe profundos conhecimentos de teologia, que o veio a transformar no ano de 1946 em Doutor da Igreja.

 

Assim, a sua Santidade foi-lhe publicamente reconhecida, pois soube compaginar um imenso prestígio popular com base nos seus milagres com uma aprofundada base teológica. Em Roma existe a Igreja de Santo António dos Portugueses, de estilo Barroco (como se observa na terceira fotografia), com dependência eclesiástica do cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

 

Deixou-se inspirar pelos santos mártires de Marrocos e ingressa na ordem franciscana, motivado pelos seus exemplos, numa viagem a este território é apanhado por uma doença súbita que o conduz de novo à Europa, em particular à Itália, tendo-se posteriormente tornado um grande pregador e teólogo.

 

Nesta altura, fazendo um grande périplo de pregação pela Itália e França torna-se um evangelizador de espírito universalista que transcende as fronteiras nacionais. Conta-se que, em Rimini, impedido, de momentaneamente, de pregar se virou para os peixes e é, este episódio, que é recriado pelo Padre António Vieira. Durante a vida teve oportunidade, pelo prestígio alcançado, de publicar os seus sermões, no fim da década de 20 do século XIII, e de continuar a pregar na Europa do Sul contra os hereges, ao mesmo tempo em que ensinava nas escolas conventuais franciscanas de algumas cidades.

 

Dos seus sermões irradia um pensamento eclético, compaginando as bases clássicas gregas com as cristãs com um recurso formal às alegorias que enfatizam os valores éticos da observação da Natureza.  

 

Em 1232, um ano após a sua morte, pelo número de milagres que lhe foram reconhecidos, foi logo canonizado. A cidade de Pádua, onde falece, organiza-lhe imediatamente um solene funeral, erguendo-lhe rapidamente uma basílica para onde vão as suas relíquias.

 

Verificamos que, não obstante, o seu nascimento e crescimento intelectual em Portugal, acaba por falecer em Pádua onde é homenageado, mas a sua ação espiritual-religiosa transcende as fronteiras destas pátrias e a questão com que iniciámos este texto não tem pois qualquer sentido.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

 

A ATUALIDADE DA DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA NO CONTEXTO DA GLOBALIZAÇÃO (I)- AS RAÍZES HISTÓRICAS DA DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA

 

“(…) A crise financeira que atravessamos faz-nos esquecer que, na sua origem, há uma crise antropológica profunda: a negação da primazia do ser humano. (…) A crise mundial (…) e sobretudo a grave carência de uma orientação antropológica que reduz o ser humano apenas a uma necessidade das suas necessidades: o consumo. (…) Exorto-vos a uma solidariedade desinteressada e a um regresso da economia e das finanças a uma ética propícia ao ser humano. (…) Em muitos países, a globalização comportou uma acelerada deterioração das raízes culturais com a invasão das tendências pertencentes a outras culturas, economicamente desenvolvidas mas eticamente debilitadas. (…)”

Papa Francisco, A Alegria do Evangelho – Exortação Apostólica ‘Evangelii Gaudium’, Prior Velho, Paulinas Editores, 2013, pp. 44,45, 46, 48 e 49

 

Na História da Igreja Católica, durante o século XIX, a Doutrina Social da Igreja criticou os excessos do Socialismo e do Liberalismo. Com efeito, o movimento social cristão surgiu, ainda na primeira metade do século XIX, como uma resposta caritativa a um liberalismo socialmente pouco responsável para com os trabalhadores das indústrias. Nesta época, diferentes pensadores criticaram a ordem liberal como socialmente injusta, tendo-se destacado figuras como Hughes Lamennais e Charles de Coux como mentores de um liberalismo católico e, em particular, a sociedade francesa que, desperta para esta problemática, viu aparecer, na década de 1870, o sindicalismo cristão.

 

Em consequência da ação caritativa do movimento social cristão europeu, irá nascer a meditação que dará azo à germinação da Doutrina Social da Igreja. Assim, na década de 1880, o pensamento social cristão foi ganhando bases com a constituição de diversos grupos de estudo da problemática operária: Friburgo, Roma, Francoforte e Paris. No ano de 1848, em que Karl Marx e Friedrich Engels escreveram o Manifesto do Partido Comunista, o bispo de Mogúncia, Von Ketteler, pronunciou sermões de exaltação da necessidade de encontrar condições de trabalho mais dignas para os operários, tendo-se tornado inspiradores da Doutrina Social da Igreja. 

 

Assim, no contexto da edificação da sociedade industrial, o Papa Leão XIII, na sua encíclica Rerum Novarum, em 1891, criticou os excessos das propostas de Karl Marx e as insuficiências das estruturas do capitalismo industrial, na resolução de candentes problemas operários. Deste modo, esta encíclica constituiu um marco fundamental da Doutrina Social da Igreja mas não o seu início. Neste documento papal, sustentou-se a necessidade do Estado proteger os operários, a necessidade de uma retribuição salarial digna para os operários e a importância da criação de associações mistas de operários e patrões que dialogassem no sentido de se evitar a luta de classes propalada por Karl Marx[1].

 

No desenrolar de várias décadas do século XX, alguns Papas como Pio XI, no contexto da crise do Capitalismo dos anos 30, verberaram nos excessos do Liberalismo económico o empolamento do papel do individualismo e das leis absolutas do mercado livre, que conduziram o mundo ao abismo laboral da crise capitalista e aos nefandos totalitarismos e, mais tarde, Paulo VI, na conjuntura do antagonismo ideológico da guerra fria, criticou também a ganância como um entrave à paz internacional. Nesta dialética histórica, a Doutrina Social da Igreja tem procurado encontrar um ponto de equilíbrio para que as coletividades possam crescer num senso ético rumo ao bem comum.

 

Na época contemporânea, a Igreja Católica tem edificado um forte legado teórico de Doutrina Social da Igreja com a intervenção atenta dos Papas, desde 1891 à atualidade, face às angustiantes situações sociais criadas pelas sociedades industriais e pós-industriais.

 

Em 1967, o Papa Paulo VI, na encíclica Popularum Progressio,criticou, em pleno contexto da guerra fria e da afirmação exultante do bloco capitalista liderado pelos EUA, a obsessão com o liberalismo económico como um entrave iniludível ao desenvolvimento integral do Homem e à paz internacional. Salienta-nos, nesta crítica ao sistema do capitalismo liberal, que a preocupação com o máximo lucro faz olvidar a necessidade de servir o Homem.

 

Paulo VI acrescenta também, com grande atualidade, que o trabalho excessivamente organizado, por razões de mera eficiência, pode levar à nociva escravização do Homem. Deste modo, nesta encíclica ressalta que uma sociedade liberal não gera necessários equilíbrios sociais, dado que os mecanismos da iniciativa individual e da concorrência se revelam insuficientes e tornam-se necessários poderes públicos fortes, para a plena concretização do bem comum. Assim, Paulo VI, com forte sentido premonitório, alertava para o facto da predominância da tecnocracia e da economia nas sociedades do século XX terem de estar ao serviço do Homem. Nesta crítica salienta-nos, sabiamente, Paulo VI este teor:

 

“(…) Infelizmente, sobre estas novas condições da sociedade, construiu-se um sistema que considerava o lucro como motor essencial do progresso económico, a concorrência como lei suprema da economia, a propriedade privada dos meios de produção como direito absoluto, sem limite e sem obrigações sociais correspondentes. Este liberalismo sem freio conduzia à ditadura denunciada com razão por Pio IX, como geradora do ‘imperialismo internacional do dinheiro’. Nunca será demasiado reprovar tais abusos, lembrando mais uma vez, solenemente, que a economia está ao serviço do homem. (…) Só a iniciativa individual e o simples jogo da concorrência não bastam para assegurar o êxito do desenvolvimento. Não é lícito aumentar a riqueza dos ricos e o poder dos fortes, confirmando a miséria dos pobres e tornando maior a escravidão dos oprimidos. (…) Economia e técnica não têm sentido, senão em função do homem, ao qual devem servir.(…)”[2]

 

Em 1979, João Paulo II, no primeiro ano do seu pontificado, criticou, na senda do espírito do Concílio Vaticano II, o progresso tecnológico desenfreado das sociedades contemporâneas que desumanizaram as vivências humanas. Salienta-nos que a evolução técnica e industrial do mundo contemporâneo tem conduzido o Homem a destruir a Natureza e não a preservá-la, como Deus nos ensinou.

 

Nesta lúcida meditação, filosófica e teológica, João Paulo II diz-nos que o desenvolvimento técnico da contemporaneidade não tem sido acompanhado por um correspondente desenvolvimento moral e ético do Homem e que, por essa razão, a vida surge desumanizada nas atitudes que assume. Deduz-se do seu pensamento que, a este nível, no sentido de se alcançar um desenvolvimento integral equilibrado, a Doutrina Social da Igreja pode ser uma resposta sensata a esta angústia existencial do Homem contemporâneo[3].

 

Francisco Sarsfield Cabral, no número de março de 2014 da Brotéria[4], sintetiza os custos sociais do atual progresso tecnológico, da informática e da robótica, receando, com base em estudos credenciados, a perda generalizada de muitos trabalhos e o aumento das desigualdades salariais em muitos países do mundo. Assim, a dinâmica entre o capital e o trabalho está a ser ganha, claramente, nos mercados financeiros globalizados por aquele fator económico. Enquanto as classes médias estagnaram, nas últimas décadas, até mesmo nos EUA os seus níveis de prosperidade, os gestores e os líderes sociais com grandes qualificações técnicas têm visto os seus rendimentos aumentarem vertiginosamente.

 

Com efeito, o drama desta recente tendência social reside no facto de se prever uma redução drástica de trabalhos das classes médias à custa dos progressos informáticos e da robótica, o que exige uma séria ponderação.

 


[1] D. Manuel Clemente, A Igreja no Tempo – História Breve da Igreja Católica, Lisboa, Grifo Editores, 2010, pp. 109-114.

[2] “Populorum Progressio – Carta Encíclica de Sua Santidade o Papa Paulo VI”, in Desenvolvimento e Solidariedade – Populorum Progressio, vinte anos depois, Lisboa, Rei dos Livros, 1987, pp. 72, 76 e 77.

[3] Papa João Paulo II, Carta encíclica Redemptor hominis (4 de março de 1979).

[4] Francisco Sarsfield Cabral, “Os custos do progresso tecnológico”, in Brotéria, vol. 178, março de 2014, pp. 257-262.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão (artigo com continuação - I Parte)

 



A ESTRATÉGIA SOLIDÁRIA, DO PAPA FRANCISCO A D. MANUEL CLEMENTE, PARA OS CRISTÃOS ENFRENTAREM A ATUAL CRISE DE VALORES

“(…) O grande risco do mundo atual, com a sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. (…) Esta não é uma escolha duma vida digna e plena…(…)”

Papa Francisco, A Alegria do Evangelho – Exortação Apostólica ‘Evangelii Gaudium’, Prior Velho, Edições Paulinas, 2013, p. 5.

  

A intensidade da crise de valores perenes atravessa as sociedades contemporâneas no século XX e atinge o âmago neste início de milénio, tal como o expliquei num pequeno ensaio. Não nos podemos situar como indivíduos e sociedades se não tivermos uma forte identidade pessoal e colectiva e se não tivermos horizontes de esperança. Daí a urgência em não nos deixarmos atolar num pessimismo larvar e o papel fundamental que o Papa Francisco com a sua visceral coerência tem assumido no Ocidente ao ponto  da revista Time o considerar a figura mundial do ano de 2013.

 

No mundo tecnológico, que amesquinha o sentimento e a dignidade dos homens muito bem retratado no filme Modern Times de Charles Chaplin, de 1936, importa ter a coragem de ir contra a corrente. Pairam no mundo contemporâneo falsos valores resultantes de mudanças aceleradas e impensadas, porque o ritmo frenético dos “burgos” não se compadece com o juízo de pensadores, de filósofos, que apontem estratégias coletivas.

 

Talvez isto explique, precisamente, a crise do Euro, encetada em 2010, que sofreu de uma sofreguidão na resposta rápida à Globalização em curso no fim do século XX através da montagem do sistema monetário europeu, quando sabemos do provérbio popular que “prudência e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém”.  

 

Um dos falsos valores que toca a nossa contemporaneidade é a efemeridade da vida quotidiana marcada pelo alucinante ritmo da inovação tecnológica, nesta ideia convirjo com o humanista Vitorino Magalhães Godinho. 

 

Como salienta, com grande propriedade, o professor Adriano Moreira as sociedades atuais colocaram o preço das coisas em lugar do seu valor, assim o valor do ter substituiu o valor do ser, ser bom, ser corajoso, ser bondoso, ser sábio foram relegados para segundo plano, pois dificilmente podem ser quantificáveis.

 

O relativismo prevalecente como vaga de fundo desde as provocações filosóficas de Friedrich Nietzsche tornou-se moda mental, ou seja, na ausência de valores universais o sentido Ético dilui-se em referenciais de múltiplos valores não devidamente fundamentados por uma argumentação filosófica.

 

O Papa Francisco reconhece que este desnorte metafísico tem levado as sociedades atuais a caírem num imparável consumismo e num hedonismo que não trazem felicidade ao coração dos nossos contemporâneos.

 

Existem alguns constrangimentos que necessitam de ser superados. É certo que é difícil compaginar a liberdade com o bem comum, mas não há alternativa na luta por um mundo melhor e mais justo.

 

Importa, também, que se ultrapassem os currículos educativos centrados numa educação parcelar medida pelo desenvolvimento cognitivo e pelas metas quantitativas, porque é necessário estimular o desenvolvimento do juízo moral das crianças e dos jovens e só o desenvolvimento de uma educação integral da pessoa humana poderá ser o paradigma humanitário que conjugue a liberdade com a responsabilidade social.

 

Em último lugar, a secundarização das Humanidades tem manietado as consciências a paradigmas mentais padronizados por métodos tecnocráticos que impedem a livre criatividade de pensamento.

 

Como nos lembrou D. Manuel Clemente, numa sessão da paróquia de Nossa Senhora do Amparo em Lisboa no dia 6 de fevereiro de 2014, fazendo eco dos apelos do Papa Francisco, um dos valores perenes que os cristãos não devem esquecer é a alegria do encontro com Cristo.

 

Fulcral como valor perene que atravessa a História dos últimos séculos é a dignidade atribuída à pessoa humana na sua singularidade, que perpassa filósofos como E. Kant a E. Mounier a várias organizações internacionais humanitárias.

 

A estratégia cristã do Papa Francisco a D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, é a da alegria do encontro com Jesus Cristo, que nos dá a certeza da Salvação e do mandamento novo de Amar o próximo. A simplicidade das atitudes do Papa Francisco marcada pelo despojamento de lautas solenidades e ostentações procura imitar o exemplo de Cristo, dando uma resposta concreta à crise de valores dos nossos dias.

 

Reconheceu D. Manuel Clemente, nessa sessão paroquial muito concorrida, que a teologia Católica do século XX e do presente século coloca a ênfase da alegria numa atitude de vivência comunitarista do Cristianismo e que o importante é redescobrir a validade dos documentos do Concílio Vaticano II, porque cinquenta anos depois os seus princípios carecem de ser aplicados pelas comunidades católicas em maior profundidade para se superar a crise de valores de que já falava, então, o Papa João XXIII.

 

Nesta exortação apostólica do Papa Francisco, que causou brado mediático com a afirmação verdadeira de que “esta economia mata”, na leitura de D. Manuel Clemente, mais importante, do que isso, é o empenho na missão sócio caritativa da Igreja Católica e da comunidade de leigos para que se rompam nas sociedades atuais os isolamentos derivados das mentalidades individualistas.

 

D. Manuel Clemente anunciou que colocando em prática a estratégia missionária apontada pelo Papa Francisco se irá preparar na diocese de Lisboa, com a colaboração das suas 280 paróquias, desde o presente ano até 2016 um Sínodo Diocesano que coincidirá com a data da celebração do tricentenário da atribuição do Patriarcado a Lisboa (1716-2016).

 

A preparação deste Sínodo terá por finalidade treinar competências missionárias de toda a comunidade católica (membros eclesiásticos e leigos) para romper com as tristezas e os isolamentos que grassam nas sociedades contemporâneas. Para isso, lembrou o cardeal-patriarca de Lisboa importa ter presente a máxima bíblica para se quebrar com a mentalidade materialista: “(…) Há mais felicidade no dar, do que no receber.(…)”

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

 

LANÇAMENTO DA REVISTA “NOVA ÁGUIA”, NÚMERO 12 (2º SEMESTRE DE 2013) EM OUTUBRO

 

O lançamento da revista cultural “Nova Águia”, número 12, de periodicidade semestral será feito, em primeiro lugar, como já foi anunciado na imprensa Açoriana, no dia 15 de outubro, em Lisboa, às 17 horas no Palácio da Independência, que se situa junto ao Teatro Nacional D. Maria II. Ainda, em outubro, será apresentada, também, no Porto no dia 23 na delegação do Movimento Internacional Lusófono e no dia 24 no Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

 

Este número da “Nova Águia” tem como núcleo temático central o estudo da obra filosófica de António Quadros (1923-1993). Esta personalidade, agora homenageada, foi um pensador, escritor e tradutor português de uma afamada família de escritores. A sua obra reparte-se pelo ensaio, ficção, poesia e tradução, tendo reflectido sobre o sentido da cultura portuguesa e divulgado a vida e a obra de Fernando Pessoa, como se pode constatar num dos vídeos aqui apresentados.


António Quadros foi um dos fundadores da Associação Portuguesa de Escritores e Diretor das Bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian. Esteve ligado ao Grupo da Filosofia Portuguesa, onde teve como mestres inspiradores Leonardo Coimbra, Sampaio Bruno, Delfim Santos, Teixeira de Pascoaes e outros autores. Recebeu vários prémios literários e colaborou em vários jornais e revistas.

 

Neste número são, ainda, evocados diversos autores relevantes para a cultura lusófona e um autor de importância internacional Soren Kierkegaard, no ano do bicentenário do seu nascimento. Assim, salientam-se análises de autores lusófonos como Silvestre Pinheiro Ferreira, José Enes, Orlando Vitorino, Eduardo Sanches Soveral, António José Saraiva, Cesário Verde, José Mattoso, Daniel de Sá e Heraldo Barbuy.


Noutra secção aparecem artigos de fundo de autores como Adriano Moreira e António Telmo abordando, respectivamente, temas como o futuro da pátria e a nossa natureza coletiva. Vários temas lusófonos são tratados por especialistas. Sempre refrescantes emergem ao longo das suas páginas múltiplos poemas inéditos que a revista nos oferece e várias interessantes recensões bibliográficas.

 

Os textos escritos por inúmeros colaboradores integram ensaístas e investigadores como Adriano Moreira, António Braz Teixeira, D. Manuel Clemente, Eduardo Ferraz da Rosa, João Bigotte Chorão, Manuel Ferreira Patrício, Miguel Real, Pedro Martins, Pinharanda Gomes, Renato Epifânio, Samuel Dimas, etc.. Tenho, pois, o gosto e o privilégio de escrever, também, neste número dois artigos sobre o legado humano e intelectual de António José Saraiva e o testemunho espiritual de José Mattoso. 

 

A revista tem sabido, nestes seis anos de vida (2008-2013), redescobrir autores e temas marcantes do pensamento português nos seus diversos números. Deste modo, autores como António Vieira, Agostinho da Silva, Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Leonardo Coimbra receberam já uma especial atenção, bem como temas como a lusofonia, o pensamento da cultura de língua portuguesa, os centenários da República Portuguesa e da revista “A Águia” e a ideia de pátria.


O próximo número da revista - número 13 - promete, também, trazer pistas bastante interessantes a propósito do balanço dos 40 anos da Revolução do 25 de abril de 1974 e do perfil plurifacetado de Agostinho da Silva, que bem merece ser relembrado.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

COMEMORAÇÃO DO BICENTENÁRIO DA INAUGURAÇÃO/SAGRAÇÃO DA ACTUAL IGREJA DE NOSSA SENHORA DO AMPARO, EM BENFICA - LISBOA (1809-2009) - PATRIMÓNIO HISTÓRICO-ARTÍSTICO; FESTIVIDADES E ESTÉTICA BARROCA

 

“Comemoração do bicentenário da inauguração/ sagração da actual Igreja de Nossa Senhora do Amparo, em Benfica – Lisboa (1809-2009) – património histórico-artístico, festividades e estética Barroca”
 
“(…) Como eleitos de Deus, santos e amados, revesti-vos, pois, de sentimentos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se alguém tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, fazei-o vós também. E acima de tudo isto, revesti-vos da caridade, que é o laço perfeito. Reine nos vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados num só corpo. E sede agradecidos. (…)”
                                                 São Paulo, “III Carta ao Colossenses”(12-15) 

 
            A efeméride do bicentenário da sagração da actual Igreja de Nossa Senhora do Amparo, em Benfica[1], foi condignamente celebrada com a presença dos mais altos dignitários da Igreja Católica Portuguesa. Efectivamente, entre 10 e 18 de Dezembro de 2009 realizaram-se importantes e solenes actividades festivas[2] de comemoração dos 200 anos da sagração deste templo católico, uma vez que foi liturgicamente inaugurado a 10 de Dezembro de 1809.
 
            Entre as solenes iniciativas comemorativas devo destacar as duas Missas presididas por Sua Excelência, o Senhor Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo; uma vigília de oração; um concerto sacro; uma peça teatral evocativa do arranque construtivo; uma procissão em honra do orago do templo; uma conferência sobre a Igreja proferida pelo Reverendíssimo D. Manuel Clemente, Bispo do Porto[3]; a edição de um pequeno livro monográfico[4] sobre este monumento, etc. Estas iniciativas celebrativas do bicentenário deste templo foram impulsionadas pelo dinamismo evangélico que Sua Excelência, o cónego, José Traquina tem imprimido ao seu curto e impressivo ofício sacerdotal nesta paróquia.
 
            Na esteira dos seus dois predecessores (os párocos João de Sousa e Álvaro Proença), este pároco tem conseguido despertar sinergias sociais benéficas aos projectos sócio-caritativos e sócio-culturais da Igreja. O seu antecessor directo revelou-se pródigo nas suas criativas e inspiradas homilias, enquanto o sacerdócio do prior Álvaro Proença foi marcado pela força das suas obras (social, ao construir o Centro Social Paroquial; e cultural, ao investigar e desvendar na sua emblemática obra historiográfica[5] dados do passado da região de Benfica, do seu termo e das suas Igrejas. Aliás, o reconhecimento dos fiéis em relação ao mérito do seu serviço público está patente no busto, que nos foi deixado pelo escultor, classicista, António Duarte a 10 de Maio de 1984, e na Alameda com o seu nome. 
 
            A fachada da Igreja, singela e sóbria, esconde a riqueza decorativa e a beleza do seu interior. Na verdade, dentro do templo, em cerimónias eucarísticas de maior solenidade, sente-se uma ressonância sonora, de cadência espiritual, quando o coro canta e o órgão toca, que nos eleva o olhar, em visão atomista[6], em direcção à abóbada de berço … ou (em função da fé), em visão mística, em direcção ao céu! Ainda no interior deste espaço arquitectónico salientam-se como belas obras de arte, harmoniosamente integradas, as pinturas das capelas laterais (representando respectivamente S. João Baptista, S. Miguel Arcanjo, S. Sebastião, Sagrado Coração de Jesus, S. Luzia e Santo António) da autoria do mestre Pedro Alexandrino[7].
 
            O templo foi liturgicamente inaugurado a 10 de Dezembro de 1809 pelo, bispo de Meliapor, Frei D. Joaquim de Menezes e Ataíde, após obras de edificação que duraram, com interrupções, desde 1750. O traçado arquitectónico do monumento tem o punho inspirado do Mestre Régio João Frederico Ludovice[8], autor do projecto do Palácio - Convento de Mafra. Entretanto, após o arranque construtivo as estruturas do edifício vieram a sofrer, com o Terramoto de 1 de Novembro de 1755[9], alguns estragos que atrasaram, ainda mais a sua construção.
 
            É curioso saber que foram depositadas debaixo do antigo altar, numa caixa de prata, as supostas relíquias dos Santos Mártires: Benigno, Donato e Cândida. Mais relevante que este pormenor é o conhecimento de que a edificação deste espaço sagrado demorou quase seis décadas, entre o lançamento da primeira pedra em 1750 e a sua inauguração em 1809, devido aos estragos materiais decorrentes do terramoto e às dificuldades financeiras inerentes à suspensão da subvenção régia no tempo da rainha D. Maria I. A superação destes constrangimentos financeiros foi possível graças aos donativos dos aristocratas das quintas de Benfica e à inesperada generosidade da rainha.
 
            De 1809 a 2009 a Igreja recebeu sucessivas melhorias, implementadas por diversos párocos, como sejam a colocação do pára-vento, a edificação da torre nascente em 1840, o restauro das telas pictóricas de Pedro Alexandrino (sitas nas capelas laterais), a recepção da nova escultura de Nossa Senhora do Amparo importada de Espanha, a reparação do órgão de tubos, o restauro da sacristia, a pavimentação marmórea do templo e a edificação do Centro Social Paroquial.
 
            A estética Barroca de sensibilidade italianizante, presente no templo, emerge sobretudo no seu interior, embora com uma traça arquitectónica um pouco mais rebuscada em comparação com a sua congénere de Mafra. Com efeito, a degenerescência estética deste monumento Barroco, em confronto com a esplêndida obra-prima que constitui a Igreja de Mafra, deve-se presumivelmente à confluência de vários factores históricos. Na realidade, o projecto artístico inicial de João Frederico Ludovice parece ter sido concluído por João Pedro Ludovice[10], que presumimos ser seu familiar. Deste modo, este arquitecto régio de D. José I por influência do gosto coquete[11] dos aristocratas locais, da escassez do capital necessário e das novas tendências do Barroco tardio terá “abastardado”, na nossa percepção estética, a traça arquitectónica original. 
 
            Em suma, não obstante esta discutível apreciação estética, a qualidade técnico-artística do monumento deixa bastante espaço ao pasmo e à admiração dos fiéis. Por conseguinte, foi absolutamente meritória e justa, pelo inestimável papel sócio – caritativo e espiritual que a Paróquia de Nossa Senhora do Amparo (na freguesia de Benfica, em Lisboa) tem exercido nesta região ao longo dos tempos, a feliz iniciativa de comemorar condignamente os 200 anos desta Igreja.  Na realidade, este espaço de culto e de devoção, independentemente do indesmentível valor do seu património histórico - artístico, merece a consideração e o respeito do país que se enriqueceu com a acção evangelizadora, desta viva comunidade cristã, que foi capaz de erguer esta formosíssima Igreja de “corpo e alma”[12]!  
 
 

 


[1] Esta freguesia de Lisboa estava na época da sagração da Igreja fora dos limites da cidade. De acordo com um marco indicativo existente junto do fontanário Barroco este local distava nos fins do século XVIII – princípios do século XIX oito quilómetros da cidade de Lisboa. Só, assim, se compreende que esta região tenha sido um sítio de descanso para as classes abastadas da capital.
[2] Esta celebração da dedicação da nova igreja devia segundo a acta do pároco da época, João Cipriano de Assis e Morais, ser festejada solenemente como veio a acontecer com a ilustre presença de Sua Eminência o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, a 10 de Dezembro de 2009. “(…) mas para que fique em memória perpétua o dia dez de Dezembro em que esta Igreja Paroquial deve anualmente celebrar a sua dedicação com missa solene e rito de primeira classe (…)” in Acta do cerimonial de sagração da Igreja de Nossa Senhora do Amparo lavrada pelo cura João Cipriano de Assis e Morais a 29 de Dezembro de 1809, Arquivo Paroquial da Igreja de Nossa Senhora do Amparo.
[3] D. Manuel Clemente recebeu este ano de 2009 o Prémio Pessoa e tem feito um notável trabalho de pesquisa histórica. Para além disso, tem chamado à atenção para a necessidade das comunidades cristãs, de credo católico, reajustarem as suas estruturas institucionais no sentido de se adaptarem aos tempos modernos.
[4] Teodoro A. Mendes (coordenação cónego José Traquina), Igreja de Nossa Senhora do Amparo Benfica – Lisboa – Segundo Centenário da dedicação 1809-2009, Lisboa, Edição da Paróquia de Nossa Senhora do Amparo, 2009.
[5] Padre Álvaro Proença, Benfica através dos tempos, Lisboa, Depositária União Gráfica, 1964.
[6] Para quem tem uma mundividência atomista ou neopositivista o seguinte texto, clássico, será uma peça interessante na análise da realidade: Bertrand Russell, “Aparência e realidade”, in Os problemas da filosofia, Coimbra, Editora Arménio Amado, 1980, pp. 29-42. No entanto, a visão do transcendente exige o critério da fé que não é mensurável com pressupostos epistemológicos atomistas.
[7] Estas telas criadas no século XVII são oriundas da anterior igreja e foram, assim, reaproveitadas pelo bom gosto estético do arquitecto que conseguiu integrá-las de forma harmoniosa.
[8] José Fernandes Pereira, “João Frederico Ludovice”, in Dicionário Enciclopédico da História de Portugal, vol. 1, Lisboa, Edição Selecções do Reader’s Digest, 1990, pp. 401-402.
[9] Padre Luís Cardoso, Dicionário Geográfico, vol. VI, 1758, f. 663 (disponível no Arquivo Nacional da Torre do Tombo).
[10] Teodoro A. Mendes, Ibidem, p. 19.
[11] Esta ideia do gosto coquete instilado pelos poderosos aristocratas das quintas de Benfica foi-nos suscitada pela clarividente Conferência de Sua Excelência, o Reverendíssimo, Senhor Bispo, do Porto, D. Manuel Clemente proferida no Salão Paroquial da Igreja de Nossa Senhora do Amparo, no âmbito das celebrações dos 200 anos deste templo, a 14 de Dezembro de 2009.
[12] Segundo a moderna teologia católica a fé cristã no Ressuscitado exige uma experiência de vivência comunitária que permite romper com as tendências individualistas de algumas facções cristãs. (Em conformidade com o teor das Conferências do Teólogo Juan Ambrósio a 16 de Abril de 2009 na Escola Secundária Padre Alberto Neto e do Reverendíssimo Bispo do Porto D. Manuel Clemente a 14 de Dezembro de 2009 no Salão Paroquial da citada Igreja).

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

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