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Crónicas do Professor Nuno Sotto Mayor Ferrão

Crónicas que tratam temas da cultura, da literatura, da política, da sociedade portuguesa e das realidades actuais do mundo em que vivemos. Em outros textos mais curtos farei considerações sobre temas de grande actualidade.

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8º ANIVERSÁRIO DO BLOGUE “CRÓNICAS DO PROFESSOR FERRÃO” (2009-2017)

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A idealização do blogue surgiu em fins de 2008, com o nome de Crónicas do Professor Ferrão associado a análises políticas, mesmo antes deste emergir de facto na blogosfera, mas apenas a 23 de julho de 2009 é que foi criado com um post sobre a figura de São Paulo de Tarso.

 

Muitas pessoas nos apoiaram neste projeto cultural, designadamente o meu amigo José Medeiros Ferreira - que infelizmente já não se encontra entre nós - pela valorização dos conteúdos dos meus textos e as estimadas colegas Elsa Nogueira e Paula Magalhães, respetivamente pela valorização estilística e pelas sugestões técnicas fornecidas. Devo, ainda, referir as pistas pertinentes lançadas pelo Professor Adriano Moreira, relativamente a um dos muitos posts de investigação histórica.

 

Celebramos, por isso, convosco e com grande alegria, caríssimos leitores portugueses, lusófonos e estrangeiros, o 8º aniversário deste blogue em 2017, resultado do interesse de muitos internautas que o continuam a seguir com curiosidade e, também, do apoio incondicional dos amigos e dos familiares mais próximos, que tornaram possível erguer este eloquente projeto cultural, que tanto gosto me tem dado construir, com a ajuda de todos vós.

 

O nosso blogue versa temáticas ligadas à atualidade cívica, à história, à literatura, à religião, à música, à arte, à política, à economia e à ética. Por este facto, assume-se como um blogue de natureza cultural, com interpretações e fundamentos humanistas deste autor, mas sempre baseado em investigações, mais ou menos aprofundadas, na bibliografia, na imprensa e/ou na documentação histórica.

 

Mais recentemente, e para associar o blogue ao meu nome de investigador e de ensaísta à denominação de Crónicas do Professor Ferrão sucedeu a de Crónicas do Professor Nuno Sotto Mayor Ferrão.

 

O blogue, na atualidade, já ultrapassou as 208.000 visualizações, na sua maioria de países lusófonos, segundo os dados mais recentes, contabilizados por três contadores. Na verdade, os visitantes são, na sua maior parte, originários de países como Brasil, Portugal, Angola e Moçambique, abrangendo cerca de 88% das visitas, no entanto este tem uma abrangência internacional compaginável com o atual contexto da globalização, com visitas oriundas de mais de 100 países.

 

Já superámos os 260 posts, que normalmente andam ilustrados com imagens ou, mesmo, vídeos elucidativos. O acolhimento foi, aliás, bem visível inicialmente nos comentários que surgiram, mas com o desenvolvimento do Facebook muitas destas interações começaram a aparecer mais nesta rede social.

 

Last but not least, este blogue serviu de catapulta para escrever artigos de fundo, com mais exigência de investigação, que têm sido publicados nas revistas culturais, Nova Águia (orgão do Movimento Internacional Lusófono) e Brotéria (revista dos Jesuítas portugueses desde 1902).

 

Importa ainda mencionar o honroso convite que recebi para fazer uma fotobiografia de um político da 1ª República, surgido de um “post” histórico, que não pude aproveitar por indisponibilidade logística e laboral na altura. Também se têm manifestado repercussões deste nosso espaço, quer na blogosfera, com hiperlinks de ligação de outros blogues, quer na bibliografia histórica com citações de posts do nosso blogue, o que muito me apraz.

 

Quero, finalmente, saudar-vos cordialmente neste momento celebrativo, que devido à vossa paciência e interesse este se possa prolongar por uns bons anos mais. Bem hajam, caríssimos leitores, pela vossa atenção e tempo dispensado.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

 

NUNO SOTTO MAYOR FERRÃO – INVESTIGADOR, PROFESSOR, ENSAÍSTA E BLOGGER

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Docente do Ensino Básico do 3º Ciclo e Secundário em Lisboa. Biógrafo do Almirante Sarmento Rodrigues. Criador do blogue cultural Crónicas do Professor Ferrão e colaborador do blogue Milhafre. Membro do Conselho Consultivo do Movimento Internacional Lusófono. Colaborador das revistas culturais Nova Águia e Brotéria. Tem desenvolvido com paixão e crença humanista as funções de investigador, de professor, de blogger e de ensaísta. 

 

Nascido na Guiné-Bissau em 1968. Depois da revolução de 25 de abril de 1974, durante a infância e a adolescência, frequentou a Escola Beiral e a Escola Preparatória Pedro de Santarém, em Lisboa. Posteriormente, estudou no Colégio Valsassina até aos 19 anos, tendo concluído o 12º ano de escolaridade com a média de 16 valores.

 

Entrou na Faculdade de Letras de Lisboa no ano de 1988, terminando a Licenciatura em História, variante História da Arte no ano de 1992 com a média de bom. Nesta Universidade fez nos anos de 1992 a 1998 a Pós-Graduação em Ciências Pedagógicas com a média de 15 valores e ainda o Mestrado em História Contemporânea com média de Muito Bom, apresentando a dissertação intitulado O pensamento colonial de Sarmento Rodrigues enquanto Ministro do Ultramar (1950-1955), com a orientação científica do Professor João Medina.

 

Sondado para ser leitor de língua e cultura portuguesa numa universidade estrangeira, declinou este desafio lançado por este professor. Entretanto, foi convidado pela Comissão de Honra do Centenário do Nascimento do Almirante Sarmento Rodrigues a escrever a sua biografia, editada pela Câmara Municipal de Freixo de Espada-à-Cinta em 1999.

 

De seguida, ingressou no curso de Doutoramento de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa, no ano 2000, com a orientação científica do Professor José Medeiros Ferreira e uma dissertação intitulada A heterodoxia colonial no debate político em Portugal (1919-1945), embora por razões pessoais tenha desistido.

 

Estagiou na Escola Secundária Passos Manuel no ano de 1995-1996, recebendo a classificação de 16 valores no desempenho profissional. De 1996 a 2015 tem exercido a docência em Escolas do Ensino Básico e Secundário no Alentejo e em Lisboa às disciplinas de História, Ciências Sociais, Comunicação e Animação Social, Cidadania e Mundo Atual e História e Geografia de Portugal, respetivamente na Escola Secundária D. Manuel I (Beja), na Escola Secundária António Inácio da Cruz (Grândola), Escola Básica Integrada de Vila Nova de São Bento (Serpa), Escola Básica Fialho de Almeida (Cuba), Escola Básica e Secundária de Mora, Escola Básica Integrada Diogo Lopes de Sequeira (Alandroal), Escola Secundária Severim de Faria (Évora), Escola Básica Integrada da Portagem (Marvão), Escola Secundária de Carcavelos, Escola Básica Matilde Rosa Araújo (São Domingos de Rana), Escola Secundária Padre Alberto Neto (Queluz), Escola Secundária Rainha Santa Isabel (Estremoz), Escola Básica 2, 3 Damião de Góis (Lisboa), Escola Secundária Braancamp Freire (Odivelas) e Agrupamento de Escolas do Restelo.

 

Proferiu as conferências públicas, a convite do escritor Pedro Martins, intituladas “A Renascença Portuguesa e o percurso político e historiográfico de Jaime Cortesão” na Biblioteca Municipal de Sesimbra a 30 de junho de 2012 e "A I Guerra Mundial na Imprensa Portuguesa", no âmbito do Centenário da Grande Guerra, na mesma Biblioteca a 21 de junho de 2014. Apresentou com a colaboração inexcedível do Professor Renato Epifânio vários números da revista Nova Águia em estabelecimentos do ensino público: na Escola Básica 2, 3 Damião de Góis, no Agrupamento de Escolas de Carcavelos, na Escola Secundária Bramcamp Freire e no Agrupamento de Escolas do Restelo.

 

É um autor de bibliografia na área da História Cultural e das Mentalidades: "O Padre António Viera, um precursor do espírito e da convivência lusófona no Século XVII” in Nova Águia, nº 19, 1º semestre de 2017, pp. 103-111; “O Padre António Viera, um precursor do espírito da convivência lusófona no Século XVII”, in Brotéria, vol. 183, nº 5/6 – novembro/dezembro de 2016, pp 367-383; "A arte no pensamento de Vergílio Ferreira" in Nova Águia, nº 18, 2º semestre de 2016, pp. 61-66; "Ramalho Ortigão e a salvaguarda do património histórico-artístico - Nos 120 anos da obra 'O Culto da Arte em Portugal' (1896-2016)" in Nova Águia, nº 17, 1º semestre de 2016, pp. 115-120; “Ramalho Ortigão e a salvaguarda do património histórico-artístico – Nos 120 anos da obra ‘O Culto da Arte em Portugal’ (1896-2016)”, in Brotéria, vol. 182, fevereiro de 2016, pp. 133-144; “O cosmopolitismo modernista e lusófono na Revista Orpheu – Evocação no seu centenário”, in Brotéria, vol. 181, julho de 2015, pp. 41-50; “O cosmopolitismo modernista e lusófono na revista Orpheu”,  in Nova Águia, nº 15, 1º semestre de 2015, pp. 18-24; “A I Guerra Mundial na imprensa portuguesa – no centenário da Grande Guerra”, in Brotéria, vol. 180, nº 1 – janeiro de 2015, pp 33-44; “A I Guerra Mundial na imprensa portuguesa e na revista A Águia”, in Nova Águia, nº 14, 2º semestre de 2014, pp. 231-238; “A atualidade internacional da Doutrina Social da Igreja no contexto da globalização”, in Brotéria, vol. 178, nº 7/8 – julho/agosto de 2014, pp 33-44; “Balanço diacrónico (1974-2014) da Revolução de 25 de Abril”, in Nova Águia, nº 13, 1º semestre de 2014, pp. 57-63; “Nos 80 anos do historiador José Mattoso: a sua viva lição de sabedoria”, in Nova Águia, nº 12, 2º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 162-163; “António José Saraiva como cidadão e historiador: nos 20 anos da sua morte”, in Nova Águia, nº 12, 2º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 153-159; “A poesia portuguesa: o mar e a lusofonia”, in Nova Águia, nº 11, 1º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 23-24; “As linhas de força do pensamento historiográfico de Jaime Cortesão”, in Nova Águia, nº 11, 1º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 130-135; “A Renascença Portuguesa e o percurso político e historiográfico de Jaime Cortesão”, in Nova Águia, nº 9, 1º semestre de 2012, Sintra, Zéfiro Editora, 2012, pp. 138-144; “Relativismo Ético na História Contemporânea (1914-2010)”, in Brotéria, nº1, volume 174, Janeiro de 2012, pp. 47-51; “A dinâmica histórica do conceito de Lusofonia (1653-2011)” in Nova Águia, nº 8, 2º semestre de 2011, Sintra, Zéfiro Editora, 2011, pp. 204-208; "Fernando Pessoa: o sentimento lusófono na sua obra", in Nova Águia, nº7, 1º semestre de 2011, Sintra, Zéfiro Editora, 2011, pp. 34-38; "Alexandre Herculano, aspectos da vida e obra e sua ascendência ideológica sobre o Republicanismo", in Sintra, Zéfiro Editora, Nova Águia, nº 6 - 2º semestre de 2010, pp. 130-135; "Leonardo Coimbra, a revista 'A Águia' e o panorama cultural contemporâneo", in Nova Águia, nº 5 - 1º semestre de 2010, Sintra, Editora Zéfiro, pp. 34-36; Aspectos da vida e obra do Almirante Sarmento Rodrigues (1899-1979), Mirandela, Edição Câmara Municipal de Freixo de Espada-à-Cinta, 1999, 293 p; O pensamento colonial de Sarmento Rodrigues enquanto Ministro do Ultramar (1950-1955), Dissertação de Mestrado em História Contemporânea, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1997, 233 p..

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

 

NOVA ÁGUIA 14 JÁ NO PRELO

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A Mensagem de Fernando Pessoa foi um dos temas do número 14 da revista Nova Águia, a par dos oito séculos da Língua Portuguesa que merecem um longo dossiê temático.

 

Realizou-se na Sociedade de Geografia de Lisboa, em abril de 2014, o II Congresso da Cidadania Lusófona e recolheram-se os testemunhos de diversas associações lusófonas que tiveram intervenção neste evento, que são reproduzidos neste número.

 

A capa deste número está expecionalmente bem concebida, pois os passos de Fernando Pessoa marcam simbolicamente o rumo da língua portuguesa envolta em arte e em espiritualidade, que tanta falta fazem a este nosso mundo infestado de visões tecnocráticas, como se destas viessem maior beleza, mais verdade ou superior bem ao mundo.

 

Fizeram-se, neste novo número, diversas evocações de figuras proeminentes da cultura portuguesa como Frei Manuel do Cenáculo, Delfim Santos, José Medeiros Ferreira e Vasco Graça Moura. O texto ensaísta do professor Adriano Moreira, como é seu timbre, irá fazer-nos meditar sobre a identidade portuguesa e a estratégia a seguir para enfrentar os ingentes desafios da nossa pátria.

 

José Lança-Coelho irá recordar-nos do percurso da Alemanha e da sua estreita ligação às duas guerras mundiais. Eu abordo, no meu artigo, a forma como a 1ª guerra mundial foi vista na imprensa portuguesa e, também, na revista A Águia, no momento em que se evoca o Centenário da Grande Guerra no país e um pouco por toda a Europa.


António José Borges, Jesus Carlos, Delmar Maia Gonçalves, Maria Dovigo são alguns dos autores de poemas deste número que suscitam bastante curiosidade, entre muitos outros. Temos, ainda,  muitos textos de autores de renome como Miguel Real, Renato Epifânio, Fernando Dacosta, António Braz Teixeira, Pinharanda Gomes, Manuel Gandra, João Bigotte Chorão, António Cândido Franco, entre muitos outros colaboradores.

 

Esta é, pois, uma revista plural no encontro de várias gerações e de várias sensibilidades ideológicas, sempre dentro de parâmetros humanistas, que se movem por um denodado patriotismo lusófono e por um fundo respeito pelo património cultural português.

 

Este novo número, marcando sete anos de existência desta revista cultural, irá ser lançado no salão nobre do Palácio da Independência em Lisboa neste 15 de outubro (2014) às 17 horas. A revista promete continuar a voar para diversas paragens do país e do mundo lusófono, como o tem feito nos últimos anos.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

CURSOS CULTURAIS, PROMOVIDOS PELO MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO, NO PALÁCIO DA INDEPENDÊNCIA (LISBOA)

 

A partir de outubro estarei com os professores Maria João Carvalho e Renato Epifânio a dinamizar cursos de âmbito cultural (XXIII, XXIV, XXV e XXVI), que abrangem as áreas da Literatura, da Filosofia e da História.

 

Estes cursos irão ter lugar no Palácio da Independência, em Lisboa (junto ao Rossio), promovidos pelo Movimento Internacional Lusófono (associação cívica e cultural).

 

Para os formandos interessados apresento os programas dos cursos e as condições de inscrição. Estes cursos têm um manifesto interesse cívico e cultural, pois permitirão aos interessados adquirir noções relevantes para a cabal compreensão da problemática da identidade lusófona e da cultura de expressão portuguesa.

 

Serão abordados autores e obras fundamentais para se compreender a conjuntura lusófona que vivemos e se projectarem os rumos para esta nossa comunidade institucional e afectiva, uma vez que estas figuras e temáticas se assumem tão importantes no atual contexto de uma globalização a necessitar de uma aprofundada meditação.

 

O XXV curso irá basear-se nas minhas reflexões e publicações, a par da pesquisa numa rica bibliografia onde constam as atas de um congresso, subordinado à cultura portuguesa e à lusofonia, realizado na Universidade Católica Portuguesa, e em autores como o historiador José Eduardo Franco, o pensador Adriano Moreira, o professor Renato Epifânio e algumas fontes históricas, que serão analisadas ao longo das diversas sessões.

 

Este curso intitulado “Uma perspectiva histórica da cultura lusófona” (XXV) terá como metodologia pedagógica, no decurso das diversas sessões: a apresentação de uma série de questões de reflexão, um conjunto de onze palestras sobre os temas indicados, a recomendação de leituras fundamentais, a análise de documentos históricos e o momento final destinado a dúvidas e à abertura de debates, se for caso disso.

 

Procurarei fazer uma caminhada evolutiva do passado ao presente, perspectivando pontes para o futuro, na esperança de que este itinerário formativo colha o interesse e a vossa participação para que se torne num estimulante e frutífero encontro cultural.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão 

BIBLIOGRAFIA DE NUNO SOTTO MAYOR FERRÃO (ATUALIZAÇÃO) E CITAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS DO AUTOR

*Nuno Sotto Mayor Ferrão, “A atualidade internacional da Doutrina Social da Igreja no contexto da globalização”, in Brotéria, vol. 178, nº 7/8 – julho/agosto de 2014 (no prelo).

 

*Idem, “Balanço diacrónico (1974-2014) da Revolução de 25 de Abril”, in Nova Águia, nº 13, 1º semestre de 2014, pp. 57-63.

 

*Idem, “Nos 80 anos do historiador José Mattoso: a sua viva lição de sabedoria”, in Nova Águia, nº 12, 2º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 162-163 (no prelo).

 

*Idem, “António José Saraiva como cidadão e historiador: nos 20 anos da sua morte”, in Nova Águia, nº 12, 2º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 153-159 (no prelo).

 

*Idem, “A poesia portuguesa: o mar e a lusofonia”, in Nova Águia, nº 11, 1º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 23-24.

 

*Idem, “As linhas de força do pensamento historiográfico de Jaime Cortesão”, in Nova Águia, nº 11, 1º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 130-135.

 

*Idem, “A Renascença Portuguesa e o percurso político e historiográfico de Jaime Cortesão”, in Nova Águia, nº 9, 1º semestre de 2012, Sintra, Zéfiro Editora, 2012, pp. 138-144.

 

*Idem, “Relativismo Ético na História Contemporânea (1914-2010)”, in Brotéria, nº1, volume 174, Janeiro de 2012, pp. 47-51.

 

*Idem, “A dinâmica histórica do conceito de Lusofonia (1653-2011)” in Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI, nº 8, 2º semestre de 2011Sintra, Zéfiro Editora, 2011, pp. 204-208.

 

*Idem, "Fernando Pessoa: o sentimento lusófono na sua obra", in Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI, nº7, 1º semestre de 2011, Sintra, Zéfiro Editora, 2011, pp. 34-38.

 

*Idem, "Alexandre Herculano, aspectos da vida e obra e sua ascendência ideológica sobre o Republicanismo", in Sintra, Zéfiro Editora, Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI , nº 6 - 2º semestre de 2010, pp. 130-135.

 

*Idem, "Leonardo Coimbra, a revista 'A Águia' e o panorama cultural contemporâneo", in Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI, nº 5 - 1º semestre de 2010, Sintra, Editora Zéfiro, pp. 34-36.

 

*Idem, Aspectos da vida e obra do Almirante Sarmento Rodrigues (1899-1979)", Mirandela, Edição Câmara Municipal de Freixo de Espada-à-Cinta, 1999, 293 p.

 

*Idem, O pensamento colonial de Sarmento Rodrigues enquanto Ministro do Ultramar (1950-1955), Dissertação de Mestrado em História Contemporânea, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1997, 233 p.

 

Citações bibliográficas do autor

 

» Clio: revista do Centro de História da Universidade de Lisboa, “Resumo das Teses de Mestrado em Letras (História)”, Lisboa, 1996, p. 168

 

» Joaquim Veríssimo Serrão, “Do berço humilde em Freixo à imortalidade da História”, Almirante Sarmento Rodrigues, 1899-1979: testemunhos e inéditos no centenário do seu nascimento, Academia de Marinha e Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, Lisboa, 1999, p. 163.

 

» Cadernos de Estudos Africanos – Memórias Coloniais, Lisboa, Centro de Estudos Africanos do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, 2006, p. 150.

 

» António E. Duarte Silva, “Sarmento Rodrigues, a Guiné e o lusotropicalismo”, in Cultura: Revista de História e da Teoria das Ideias Lisboa, Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa, vol. 25, 2008, p. 44. (António E. Duarte Silva, « Sarmento Rodrigues, a Guiné e o luso-tropicalismo », Cultura [Online], Vol. 25 | 2008, consultado a 29 julho 2014. URL :http://cultura.revues.org/586.

 

 

» Ana Reis e João Garrinhas, “2 anos sob tutela autárquica”, in Profforma (Revista do Centro de Formação de Professores do Nordeste Alentejano), nº 2, março de 2011, pp. 1-7.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

 

QUADRAGÉSIMO ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO DE 25 DE ABRIL DE 1974 – EVOCAÇÃO HISTÓRICA

 

No quadragésimo aniversário deste acontecimento capital da História de Portugal e do mundo, do século XX, importa fazer um primeiro balanço reflexivo.

 

Foi o que fiz no estudo histórico “Balanço diacrónico (1974-2014) da revolução de 25 de Abril” na revista Nova Águia[1], em que investiguei o impacto público que o acontecimento teve na sociedade portuguesa ao longo destes quarenta anos. Fui impulsionado por uma perspectiva inédita, a que associei uma interpretação da simbologia revolucionária que paira na mentalidade portuguesa.

 

Para além do que afirmei, nesse estudo, vou agora sintetizar algumas linhas gerais do golpe militar que fundou o regime democrático em que vivemos. É certo que, ainda, existe muita emotividade, na forma de ver este acontecimento, na dialéctica quase de amor-ódio, mas o historiador tem de transpor estas barreiras de vivência e propor reflexões serenas e fundamentadas.

 

A importância deste acontecimento tem tal magnitude, nacional e internacional, que o atual Governo neoliberal que gere o país não teve coragem de terminar com este feriado e criou, mesmo, um site para assinalar esta efeméride. Pois se o fizesse “cairia o Carmo e a Trindade”… Para quem tiver curiosidade, aqui fica a sugestão desse e de outros balanços feitos nessa significativa revista cultural (Nova Águia).

 

O derrube do Estado Novo foi concretizado pelo Movimento das Forças Armadas, constituído maioritariamente por capitães, sob a direção do Posto de Comando do Regimento de Engenharia nº 1, localizado na Pontinha. O início das operações foi sinalizado por duas canções que se tornaram emblemáticas “E depois do Adeus” e “Grândola Vila Morena”.

 

A coluna militar de Salgueiro Maia, saída da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, chegou a Lisboa na madrugada de 25 de Abril de 1974 e ocupou o Terreiro do Paço e cercou vários ministérios, aí instalados, e mais tarde cercou o Quartel do Carmo onde se tinha refugiado Marcello Caetano e alguns outros membros do Governo da ditadura do Estado Novo.

 

No Terreiro do Paço viveram-se alguns momentos de grande tensão emocional com episódios de grande crispação entre as forças fiéis ao regime e as forças revoltosas, designadamente na Rua Ribeira das Naus e na Rua do Arsenal. Na primeira rua viveu-se um momento de êxtase heróico de Salgueiro Maia, tão bem reconstituído historicamente pelo filme “A hora da Liberdade”, realizado por Joana Fontes, resultado de um aprofundado trabalho de pesquisa dos factos históricos.

 

A coluna militar de Salgueiro Maia foi entusiasticamente saudada pela população que acompanhou as movimentações militares. Foi junto da sede da PIDE/DGS que se registaram os maiores desaires quando por duas vezes os funcionários da antiga polícia política dispararam sobre a multidão provocando cinco mortos e dezenas de feridos.

 

Aliás, este trágico acontecimento dentro do aguardado golpe de estado, neste caso de feição militar, esteve assinalado durante anos numa placa evocativa destas vítimas, mas infelizmente alguém atentou contra a memória colectiva retirando essa placa evocativa colocada na Rua António Maria Cardoso.

 

Da parte da tarde, do dia 25 de Abril de 1974, o capitão Salgueiro Maia mandou atirar com a artilharia sobre a frontaria do Quartel do Carmo, o que fez compreender a Marcello Caetano que já não tinha apoios suficientes e aceitou, então, entregar-se ao general António de Spínola.

 

Este golpe militar assumiu uma repercussão internacional pela forma não violenta como foram conduzidas as operações militares e pela influência internacional que teve no “dominó político” que pôs fim a alguns autoritarismos no mundo, a saber na Grécia, em Espanha, na Rodésia e na África do Sul.

 


[1] Nuno Sotto Mayor Ferrão, “Balanço diacrónico (1974-2014) da revolução de 25 de Abril”, in Nova Águia, nº 13, 1º semestre de 2014, Sintra, Editora Zéfiro, pp. 57-63.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

BIBLIOGRAFIA DE NUNO SOTTO MAYOR FERRÃO (ATUALIZAÇÃO) E CITAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS DO AUTOR

Bibliografia de Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

*Nuno Sotto Mayor Ferrão, “Balanço diacrónico (1974-2014) da Revolução de 25 de Abril”, in Nova Águia, nº 13, 1º semestre de 2014, pp. 57-63.

 

*Idem, “Nos 80 anos do historiador José Mattoso: a sua viva lição de sabedoria”, in Nova Águia, nº 12, 2º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 162-163 (no prelo).

 

*Idem, “António José Saraiva como cidadão e historiador: nos 20 anos da sua morte”, in Nova Águia, nº 12, 2º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 153-159 (no prelo).

 

*Idem, “A poesia portuguesa: o mar e a lusofonia”, in Nova Águia, nº 11, 1º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 23-24.

 

*Idem, “As linhas de força do pensamento historiográfico de Jaime Cortesão”, in Nova Águia, nº 11, 1º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 130-135.

 

*Idem, “A Renascença Portuguesa e o percurso político e historiográfico de Jaime Cortesão”, in Nova Águia, nº 9, 1º semestre de 2012, Sintra, Zéfiro Editora, 2012, pp. 138-144.

 

*Idem, “Relativismo Ético na História Contemporânea (1914-2010)”, in Brotéria, nº1, volume 174, Janeiro de 2012, pp. 47-51.

 

*Idem, “A dinâmica histórica do conceito de Lusofonia (1653-2011)” in Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI, nº 8, 2º semestre de 2011Sintra, Zéfiro Editora, 2011, pp. 204-208.

 

*Idem, "Fernando Pessoa: o sentimento lusófono na sua obra", in Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI, nº7, 1º semestre de 2011, Sintra, Zéfiro Editora, 2011, pp. 34-38.

 

*Idem, "Alexandre Herculano, aspectos da vida e obra e sua ascendência ideológica sobre o Republicanismo", in Sintra, Zéfiro Editora, Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI , nº 6 - 2º semestre de 2010, pp. 130-135.

 

*Idem, "Leonardo Coimbra, a revista 'A Águia' e o panorama cultural contemporâneo", in Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI, nº 5 - 1º semestre de 2010, Sintra, Editora Zéfiro, pp. 34-36.

 

*Idem, Aspectos da vida e obra do Almirante Sarmento Rodrigues (1899-1979)", Mirandela, Edição Câmara Municipal de Freixo de Espada-à-Cinta, 1999, 293 p.

 

*Idem, O pensamento colonial de Sarmento Rodrigues enquanto Ministro do Ultramar (1950-1955), Dissertação de Mestrado em História Contemporânea, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1997, 233 p.

 

Citações bibliográficas do autor

 

» Clio: revista do Centro de História da Universidade de Lisboa, “Resumo das Teses de Mestrado em Letras (História)”, Lisboa, 1996, p. 168

 

» Joaquim Veríssimo Serrão, “Do berço humilde em Freixo à imortalidade da História”, Almirante Sarmento Rodrigues, 1899-1979: testemunhos e inéditos no centenário do seu nascimento, Academia de Marinha e Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, Lisboa, 1999, p. 163.

 

» Cadernos de Estudos Africanos – Memórias Coloniais, Lisboa, Centro de Estudos Africanos do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, 2006, p. 150.

 

» Cultura: Revista de História e da Teoria das Ideias, Lisboa, Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa, vol. 25, 2008, p. 44.

 

» Ana Reis e João Garrinhas, “2 anos sob tutela autárquica”, in Profforma (Revista do Centro de Formação de Professores do Nordeste Alentejano), nº 2, março de 2011, pp. 1-7.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

 

BIBLIOGRAFIA ATUALIZADA DE NUNO SOTTO MAYOR FERRÃO – CITAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS DO AUTOR

 


Bibliografia de Nuno Sotto Mayor Ferrão

*Nuno Sotto Mayor Ferrão, O pensamento colonial de Sarmento Rodrigues enquanto Ministro do Ultramar (1950-1955), Dissertação de Mestrado em História Contemporânea, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1997, 233 p.

 

*Idem, Aspectos da vida e obra do Almirante Sarmento Rodrigues (1899-1979)", Mirandela, Edição Câmara Municipal de Freixo de Espada-à-Cinta, 1999, 293 p.

 

*Idem, "Leonardo Coimbra, a revista 'A Águia' e o panorama cultural contemporâneo", in Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI, nº 5 - 1º semestre de 2010, Sintra, Editora Zéfiro, pp. 34-36.

 

*Idem, "Alexandre Herculano, aspectos da vida e obra e sua ascendência ideológica sobre o Republicanismo", in Sintra, Zéfiro Editora, Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI , nº 6 - 2º semestre de 2010, pp. 130-135.

 

*Idem, "Fernando Pessoa: o sentimento lusófono na sua obra", inNova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI, nº7, 1º semestre de 2011, Sintra, Zéfiro Editora, 2011, pp. 34-38.

 

*Idem, “A dinâmica histórica do conceito de Lusofonia (1653-2011)” in Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI, nº 8, 2º semestre de 2011Sintra, Zéfiro Editora, 2011, pp. 204-208.

 

*Idem, “Relativismo Ético na História Contemporânea (1914-2010)”, in Brotéria, nº1, volume 174, Janeiro de 2012, pp. 47-51.

 

*Idem, “A Renascença Portuguesa e o percurso político e historiográfico de Jaime Cortesão”, in Nova Águia, nº 9, 1º semestre de 2012, Sintra, Zéfiro Editora, 2012, pp. 138-144.

 

*Idem, “A poesia portuguesa: o mar e a lusofonia”, in Nova Águia, nº 11, 1º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 23-24.

 

*Idem, “As linhas de força do pensamento historiográfico de Jaime Cortesão”, in Nova Águia, nº 11, 1º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 130-135.

 

*Idem, “António José Saraiva como cidadão e historiador: nos 20 anos da sua morte”, in Nova Águia, nº 12, 2º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 153-159 (no prelo).

 

*Idem, “Nos 80 anos do historiador José Mattoso: a sua viva lição de sabedoria”, in Nova Águia, nº 12, 2º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 162-163 (no prelo).

 

Citações bibliográficas do autor

 

» Clio: revista do Centro de História da Universidade de Lisboa, “Resumo das Teses de Mestrado em Letras (História)”, Lisboa, 1996, p. 168

 

» Joaquim Veríssimo Serrão, “Do berço humilde em Freixo à imortalidade da História”, Almirante Sarmento Rodrigues, 1899-1979: testemunhos e inéditos no centenário do seu nascimento, Academia de Marinha e Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, Lisboa, 1999, p. 163.

 

» Cadernos de Estudos Africanos – Memórias Coloniais, Lisboa, Centro de Estudos Africanos do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, 2006, p. 150.

 

» Cultura: Revista de História e da Teoria das Ideias, Lisboa, Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa, vol. 25, 2008, p. 44.

 

» Ana Reis e João Garrinhas, “2 anos sob tutela autárquica”, in Profforma (Revista do Centro de Formação de Professores do Nordeste Alentejano), nº 2, março de 2011, pp. 1-7.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

 

 

 

A ÁGUIA (REVISTA 1910-1932) COMO FONTE DE INSPIRAÇÃO DA NOVA ÁGUIA (REVISTA 2008-2013) – Nº 11, 1º SEMESTRE DE 2013

 

 

 A revista A Águia foi uma importante revista cultural do início do século XX (1910-1932), em Portugal, que congregou muitas figuras de destaque das Humanidades, das Artes e das Ciências com distintas mundividências que veicularam visões plurais. Sobressaíram na História Cultural Portuguesa, no conjunto dos seus inúmeros colaboradores, intelectuais como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Hernâni Cidade, Afonso Lopes Vieira, Fernando Pessoa, António Sérgio, etc. A revista nos seus 22 anos de vida comportou temas literários, artísticos, filosóficos e de crítica cívica, que tanto inspirou os fundadores da Nova Águia.

 

A Águia alicerçou-se numa matriz nacionalista e neorromântica, no combate sem tréguas contra a tese da decadência nacional[1] que pairava na mentalidade da sociedade portuguesa desde o fim do século XIX. Com efeito, aos mentores da revista, em pleno contexto de instauração do novo regime Republicano, moveu-os o espírito de promoção da autoestima nacional que os mobilizou contra a tese de declínio da nação portuguesa deixada pairar pelo poeta Antero de Quental desde as Conferências do Casino de 1871 e contra a mentalidade positivista de Auguste Comte que contaminava a intelectualidade europeia[2].

 

A revista Nova Águia, tendo por base esta magistral fonte espiritual de inspiração, pretende ser uma homenagem às várias gerações de personalidades que souberam dar corpo à revista A Águia. Os pontos de partida dos diversos números têm sido núcleos temáticos e no número 11 um dos seus elementos aglutinadores é “O Mar e a Lusofonia” partindo da emblemática frase do escritor Virgílio Ferreira “Da minha língua vê-se o mar”.


Esta revista privilegia artigos ensaísticos literários, filosóficos, históricos e científicos de uma pluralidade de colaboradores, de onde se destacam pessoas como Adriano Moreira, Miguel Real, Pinharanda Gomes, Manuel Gandra, António Cândido Franco, António Braz Teixeira, José Eduardo Franco, João Bigotte Chorão, etc.

 

Os diversos números da revista, de que este é já o número 11, repartem-se por várias secções, designadamente pela temática central, por evocações de obras ou de vidas de homens de espírito, ensaios variados, críticas literárias e poemas, muitos deles, de jovens autores de grande valia estética.


Cumpre-se, assim, com a revista Nova Águia um projeto ideológico Humanista, que pretende revalorizar as tradições culturais portuguesas, para revigorar o espírito do país numa conjuntura de desânimo coletivo, com um sentido eclético que se desenha nas novas pontes que se pretendem construir para um futuro coletivo mais auspicioso que contemple o sentimento Lusófono que pulsa na nossa Alma. Deste modo, surgiu como um imperativo Ético combater o dogmatismo da cultura tecnocrática que tem aniquilado a liberdade de opinião, de expressão e de ação que constituem elementos fundamentais de um ambiente democrático.

 

Já foram temas centrais dos diversos números da Nova Águia desde 2008[3]: António Veira e o futuro da Lusofonia; O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte; Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim; Os 100 anos da A Águia e a situação cultural de hoje; A República, 100 anos depois; Fernando Pessoa: “Minha pátria é a Língua Portuguesa” (nos 15 anos da CPLP); O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro; Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?; Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade; e “Da minha língua vê-se o mar”: o Mar e a Lusofonia.

 

Em suma, o objetivo supremo da Nova Águia é alimentar o ego nacional de uma forma realista baseada numa rica tradição Humanista, escorados os colaboradores na inspiração criadora da revista mãe que lhe deu ânimo para que pudesse voar, mas plenamente convictos da importância para o nosso futuro comum do projeto e do sentimento de identidade Lusófona no seio de uma Humanidade a necessitar urgentemente de se transfigurar Eticamente.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

 


[1] Hoje, em plena segunda década do século XXI, esta tese da decadência nacional está tão em voga devido a critérios de pura econometria financeira como estava no início da 1ª República, embora por razões contextuais distintas.  

[2] Vide Nuno Sotto Mayor Ferrão, “Leonardo Coimbra, a Revista A Águia e o panorama cultural contemporâneo”, in Nova Águia, Sintra, Edições Zéfiro, 1º semestre de 2010, pp. 34-36.

[3] Uma vez que a Nova Águia é uma revista cultural com uma periodicidade semestral.

O FRANCISCANISMO E SUA ATUALIDADE NAS PERCEÇÕES CONTEMPORÂNEAS DE JAIME CORTESÃO A JORGE MÁRIO BERGOGLIO (PAPA FRANCISCO)

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São Francisco de Assis
 

Francisco de Assis viveu na transição do século XII para o XIII (1182-1226), tendo sido um religioso místico que fundou a primeira ordem religiosa mendicante, rompendo com as ordens religiosas afastadas do mundo, refugiadas nas suas paredes conventuais. Este santo, adorador da Natureza, festejou a noite de Natal de 1223 num bosque, com uma missa, diante de um presépio com uma grande assistência de frades menores e das classes populares. Os franciscanos tornaram-se, assim, os grandes divulgadores do presépio no mundo ocidental[1].  

 

No contexto medieval, do início do século XIII, em que as cidades cresceram económica e demograficamente com o desenvolvimento do grupo dos mercadores, da burguesia, tornaram-se gritantes as desigualdades sociais e a ostentação material da Igreja Católica face às inúmeras doações que recebia.

 

Apareceu, deste modo, a necessidade de reformar o Cristianismo para o despojar da opulência em que uma parte do clero vivia. O franciscanismo, através da regra interna, procurava ajudar os pobres e os desfavorecidos e vinculava estes frades menores a viverem segundo princípios novos que postulavam “(…) obediência, pobreza e castidade (…) Os irmãos não terão nada de próprio, nem casa, nem terra, nem coisa nenhuma, mas como peregrinos e estrangeiros neste mundo, servindo o Senhor em [2]pobreza e humildade, sigam pedindo esmolas confiadamente. (…)”[3]

 

Jaime Cortesão, insigne historiador, salientou o papel do Franciscanismo nos Descobrimentos marítimos portugueses. Assim, considerou que os Franciscanos, pela sua visão generosa da Natureza, pela atividade missionária e pela literatura de viagens dos frades menores, foram os criadores da mística dos Descobrimentos marítimos portugueses de quatrocentos. Na sua aceção, os Franciscanos modificaram a essência do Cristianismo, de base católica, promovendo a exterioridade caritativa em favor dos desfavorecidos rompendo, assim, a interioridade do monaquismo medieval e favorecendo o empreendimento das Descobertas marítimas. Por outras palavras, o ideal Franciscano da vivência humilde, junto dos pobres, favoreceu o movimento de abertura da Igreja à sociedade e ao mundo, tendo sido propiciador da expansão marítima na sua motivação religiosa de conversão de novos povos.

 

O filme de Franco Zeffirelli, de 1972, sobre São Francisco de Assis mostra-nos a sua conversão plena ao Cristianismo, após a renúncia às riquezas familiares em benefício de uma vida espiritual mais rica. É um belo filme, que recomendo pela sua qualidade estética, válido pela mensagem de busca da unidade espiritual da Igreja com o mundo. Aqui deixo um pequeno excerto do filme, bem elucidativo.


Neste tempo em que o materialismo reinante[4] e a, concomitante, ideologia neopositivista tecnocrática são predominantes, a necessidade de espiritualização do mundo torna-se cada vez mais premente. Aliás, não é por acaso que novas formas de espiritualidade (o budismo, a ioga, os retiros espirituais, etc) são revalorizadas face ao contexto de um materialismo despersonalizante a que a Humanidade tem sido conduzida pela Globalização desregulada.

 

A eleição de Jorge Mário Bergoglio como Papa com o nome de Francisco, neste contexto de crise Ética, é uma resposta significativa de grande simbolismo perante a premente necessidade de implementar o espírito do Concílio Vaticano II, isto é, de aproximar a Igreja Católica do mundo quotidiano. Numa conjuntura internacional em que as desigualdades sociais são exponenciais, em virtude de uma Globalização impreparada pela visível desregulação, e em que a ostentação de alguns privilegiados, fruto do Capitalismo selvagem, é cada vez mais chocante, importa apelar ao espírito de humildade e de simplicidade que caraterizou a reforma do Cristianismo com a fundação das ordens mendicantes, designadamente da ordem dos Franciscanos.

 

Este retorno do espírito Franciscano neste pontificado, que agora se inicia, evoca um eterno retorno de problemas cíclicos e de soluções consabidas, porque urge compreender com espírito Humanista a natureza humana. Com efeito, não é possível, como nos diz o filósofo José Gil[5], avaliar tecnocraticamente as sociedades Globalizadas sem hipotecar as virtualidades da natureza humana. Na verdade, o neopositivismo ideológico que se nos impôs com a Globalização tecnocrática imposta por interesses materiais de alguns poderosos tem desvirtuado a natureza humana à luz da verdade das Humanidades, da Igreja Católica e das Ciências desde Sigmund Freud a António Damásio.

 

Em suma, o problema das sociedades contemporâneas, na leitura do Concílio Vaticano II e do Papa Francisco, é a sua crescente desumanização, em virtude da cobiça de alguns poderosos em detrimento de muitos cidadãos. Daí a importância de revalorizar a mensagem Franciscana da humildade e da simplicidade de vida para que se possa romper com a crise de valores a que esta ideologia neopositivista dos tecnocratas do Capitalismo Financeiro nos tem conduzido[6].    



[1] “São Francisco de Assisis”, in Jorge Campos Tavares, Dicionário de Santos, Lello Editores, 2004, pp. 59-60.

[2] Nuno Sotto Mayor Ferrão, “As linhas de força do pensamento historiográfico de Jaime Cortesão”, in Nova Águia, nº 11, 1º semestre de 2013, Sintra, Editora Zéfiro, 2013, p. 133-134.

[3] Regra de São Francisco (1223) – números 1 e 6.

[4] Nuno Sotto Mayor Ferrão, “Relativismo Ético na História Contemporânea (1914-2010)”, in Brotéria, nº1, volume 174, Janeiro de 2012, pp. 47-51.

[5] José Gil, Em busca da identidade – o desnorte, Lisboa, Relógio d’Água, 2009, pp. 52-53. Vejamos a lúcida observação deste pensador: “(…) É inevitável, assim, que a avaliação como diagrama transversal a toda a sociedade, tenda a transformar todas as relações humanas em relações funcionais de poder. O preço pago por esta tecnologia biopolítica é, evidentemente, a mutilação de uma vida mais rica, a diminuição brutal dos possíveis, a restrição do aleatório, do acaso da imprevisibilidade. Como estes serão também transformados em funções – a famosa ‘criatividade’ no trabalho, nas empresas, nos serviços, na publicidade, nos média -, os próprios factores aparentemente incodificáveis serão avaliados, quantificados, normalizados. (…)”.

[6] A mensagem do filme de Charles Chaplin Tempos Modernos, de 1936, está mais atual do que nunca neste contexto de uma Globalização desregulada.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

 

 
 

BIBLIOGRAFIA DE NUNO SOTTO MAYOR FERRÃO – ATUALIZAÇÃO – E CITAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS DO AUTOR

 

Bibliografia de Nuno Sotto Mayor Ferrão

*Nuno Sotto Mayor Ferrão, O pensamento colonial de Sarmento Rodrigues enquanto Ministro do Ultramar (1950-1955), Dissertação de Mestrado em História Contemporânea, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1997, 233 p.

 

*Idem, Aspectos da vida e obra do Almirante Sarmento Rodrigues (1899-1979)", Mirandela, Edição Câmara Municipal de Freixo de Espada-à-Cinta, 1999, 293 p.

 

*Idem, "Leonardo Coimbra, a revista 'A Águia' e o panorama cultural contemporâneo", in Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI, nº 5 - 1º semestre de 2010, Sintra, Editora Zéfiro, pp. 34-36.

 

*Idem, "Alexandre Herculano, aspectos da vida e obra e sua ascendência ideológica sobre o Republicanismo", in Sintra, Zéfiro Editora, Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI , nº 6 - 2º semestre de 2010, pp. 130-135.

 

*Idem, "Fernando Pessoa: o sentimento lusófono na sua obra", in Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI, nº7, 1º semestre de 2011, Sintra, Zéfiro Editora, 2011, pp. 34-38.

 

*Idem, “A dinâmica histórica do conceito de Lusofonia (1653-2011)” in Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI, nº 8, 2º semestre de 2011Sintra, Zéfiro Editora, 2011, pp. 204-208.

 

*Idem, “Relativismo Ético na História Contemporânea (1914-2010)”, in Brotéria, nº1, volume 174, Janeiro de 2012, pp. 47-51.

 

*Idem, “A Renascença Portuguesa e o percurso político e historiográfico de Jaime Cortesão”, in Nova Águia, nº 9, 1º semestre de 2012, Sintra, Zéfiro Editora, 2012, pp. 138-144.

 

*Idem, “A poesia portuguesa: o mar e a lusofonia”, in Nova Águia, nº 11, 1º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 23-24.

 

*Idem, “As linhas de força do pensamento historiográfico de Jaime Cortesão”, in Nova Águia, nº 11, 1º semestre de 2013, Sintra, Zéfiro Editora, 2013, pp. 130-135.

 

Citações bibliográficas do autor

 

» Clio: revista do Centro de História da Universidade de Lisboa, “Resumo das Teses de Mestrado em Letras (História)”, Lisboa, 1996, p. 168

 

» Joaquim Veríssimo Serrão, “Do berço humilde em Freixo à imortalidade da História”, Almirante Sarmento Rodrigues, 1899-1979: testemunhos e inéditos no centenário do seu nascimento, Academia de Marinha e Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, Lisboa, 1999, p. 163.

 

» Cadernos de Estudos Africanos – Memórias Coloniais, Lisboa, Centro de Estudos Africanos do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, 2006, p. 150.

 

» Cultura: Revista de História e da Teoria das Ideias, Lisboa, Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa, vol. 25, 2008, p. 44.

 

» Ana Reis e João Garrinhas, “2 anos sob tutela autárquica”, in Profforma (Revista do Centro de Formação de Professores do Nordeste Alentejano), nº 2, março de 2011, pp. 1-7.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

 

3º ANIVERSÁRIO DO BLOGUE “CRÓNICAS DO PROFESSOR NUNO SOTTO MAYOR FERRÃO”



Este blogue iniciou-se a 23 de julho de 2009 e fez, por isso, três anos de existência. Foram três anos bastante produtivos que se traduziram em mais de 160 post’s e estão contabilizadas no contador, inaugurado a 10 de fevereiro de 2010, mais de 53 000 visitas. Este blogue acabou por revelar a minha propensão para a escrita de investigação que me abriu “as portas” à colaboração em duas revistas culturais (Nova Águia e Brotéria) em que tenho o enorme gosto e a honra de colaborar. A construção e o paulatino aperfeiçoamento deste blogue constituiu um desafio muito interessante e estimulante, no âmbito cultural e cívico, que só foi possível singrar com o apoio e o incentivo de muitos/as amigos/as e de leitores/as assíduos/as. Já em outros post’s anteriores aqui deixei alguns agradecimentos que quero reconhecer como contributos inestimáveis.

 

Espero que daqui a três anos, em 2015, este blogue possa ainda continuar a merecer as vossas leituras. Da minha parte, envidarei todos os esforços para que os diversos temas e as reflexões saibam despertar o vosso interesse, no sentido de que estes textos continuem a merecer as vossas leituras. Este blogue continua a seguir a filosofia editorial, aqui desenhada inicialmente, embora tenha reforçado, por efeito de formação, os post’s de natureza histórica, mas este espaço da blogosfera assume-se, sobretudo, com uma natureza eclética de pendor humanista.

 

Em termos estatísticos, não obstante este não seja o critério prioritário deste espaço, posso dizer-vos com agrado que as entradas mensais têm rondado as 2000 a 3000 visitas, embora haja períodos sazonais mais altos e mais baixos. Tenho procurado enriquecer e ilustrar os meus textos com imagens e vídeos significativos que abram novas pistas de indagação e de debate em volta das temáticas refletidas. Por outro lado, a possibilidade de deixarem comentários é sempre um mecanismo interativo que torna o blogue aberto a sugestões, a observações e a comentários que abrem a discussão das temáticas abordadas. Agradeço, pois, a todos vós, caríssimos/as amigos/as, concidadãos lusófonos e cidadãos do mundo, o interesse que têm manifestado por este blogue tornando-o cada vez mais um meio vivo de uma consciência crítica global de feição humanista.

 

Para comemorar condignamente, este terceiro aniversário do blogue, quero deixar-vos com duas músicas clássicas tocantes e inspiradoras, no desejo que possam ser sinal do entusiasmo que este projeto me tem merecido. Fico a aguardar as vossas impressões.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

“JAIME CORTESÃO E A ARRÁBIDA” NO II CICLO DE ESTUDOS DE HOMENAGEM A ANTÓNIO TELMO

 

 

Na sessão “Jaime Cortesão e a Arrábida”, do II Ciclo de Estudos de Homenagem a António Telmo, que se realizará a 30 de junho de 2012 na Biblioteca Municipal de Sesimbra com o apoio desta edilidade, do Círculo Cultural António Telmo, da revista Nova Águia, do Movimento Internacional Lusófono e da revista Cadernos de Filosofia Extravagante terei o prazer e a honra de apresentar uma comunicação. Este evento já conta com algumas sessões transcorridas, mas promete apresentar até ao mês de novembro outras tantas sessões que se focalizam no papel que a Renascença Portuguesa teve na Cultura Portuguesa.

 

Uma das figuras mais emblemáticas da Renascença Portuguesa foi, sem sombra de dúvida, Jaime Cortesão, como seu fundador, mentor e diretor de uma das suas publicações periódicas: o boletim “A vida portuguesa” de que aqui apresentamos o cabeçalho. Ele irá ser evocado nas diversas dimensões que assumiu na vida pública portuguesa como poeta, dramaturgo, professor, político e historiador.

 

A mim, cumpre-me a tarefa de desvelar as suas facetas de político e de historiador que merecem destaque pelos seus méritos éticos e científicos que o tornaram numa figura incontornável da História de Portugal e da Cultura Lusófona. Na sua vida pública assumiu sem medos as suas convicções democráticas e humanistas, enfrentando regimes prepotentes, com que procurou transformar o seu país e o Brasil, onde viveu cerca de 17 anos exilado por aversão ao regime do Estado Novo.

 

As suas ideias políticas e historiográficas e os seus exemplos cívicos, de patriotismo e de abnegação a favor dos seus ideais, serão o tema da minha comunicação e constituíram, de facto, motivo de inspiração de figuras muito relevantes de uma geração posterior. Em particular, teve especial importância o convívio que manteve com o Almirante Gago Coutinho, no plano das suas aprendizagens historiográficas, bem como a proximidade que teve com Agostinho da Silva. Sobre este tema iremos ouvir com muito interesse e curiosidade a comunicação que Renato Epifânio nos irá fazer. Será também muito estimulante ouvir a comunicação de Pedro Martins que nos falará do ensino da História Pátria de Jaime Cortesão que tanto influenciou o seu ulterior percurso intelectual. Para além de outros ilustres oradores de que destaco o Professor António Cândido Franco.

 

De sublinhar a invulgar coerência do percurso intelectual e político de Jaime Cortesão que o fez agir de acordo com as suas férreas convicções, não obstante os sofrimentos, os padecimentos e os revezes que teve de passar como médico militar voluntário na Primeira Guerra Mundial e como exilado face a regimes autoritários que ousou enfrentar. Remeto-vos para o programa desta sessão.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão 

 

 

    

LEITURA ESTATÍSTICA DO BLOGUE CRÓNICAS DO PROFESSOR NUNO SOTTO MAYOR FERRÃO – CELEBRANDO AS 40.000 VISITAS DESDE FEVEREIRO DE 2010

 

 

Chegados com o vosso interesse, paciência e curiosidade às 40. 000 visitas importa fazer um breve balanço quantitativo deste nosso blogue, pois o balanço qualitativo deixo para outra ocasião ou, mesmo, para os vossos comentários. Por razões de comodidade farei arrendamentos, por aproximação, às unidades referidas. Já fiz cerca de 150 “posts” (textos) desde 23 de julho de 2009, data em que este blogue foi criado sob o estímulo de muitos amigos que já aqui tenho recordado. O blogue tem cerca de 265 comentários feitos por variadíssimos leitores, o que torna este um espaço aberto à reflexão e à discussão num ambiente de cordata amabilidade entre os diversos intervenientes.

 

Atualmente, o blogue conta com uma média de mais de 70 visitas diárias que variam muito no tempo de duração e com uma média mensal que ultrapassa as 2.000 visitas. Houve um salto quantitativo de 2010 para 2012, pois o blogue cresceu em média 50%, ao ano, passando de uma média mensal de cerca de 1000 visitas para as cerca de 2000 que se têm verificado no presente.

 

O blogue conta já com quase 1000 dias de existência e com cerca de 766 dias em que tem instalado um contador (sitemeter), que começou a funcionar a 12 de fevereiro de 2010. Este espaço de cultura, de reflexão e de liberdade, que é de todos, não seria possível sem o vosso inestimável e gratificante apoio, porque saber que estou a escrever para leitores amigos e interessados que compartilham muitas afinidades é um prazer redobrado.

 

49% das visitas são provenientes de Portugal, 31% têm origem desconhecida, 14% são oriundas dos Estados Unidos da América e 6% são originárias do Brasil. É interessante saber que 79% dos leitores lêem estes textos em português e 21% os lêem em inglês. Há visitantes, sobretudo, de três continentes: Europa, África e América, sendo mais raras as visitas da Ásia ou da Oceânia, mas já estão registadas algumas entradas esporádicas.

 

O interesse que este blogue tem recebido, com um exponencial crescimento do número de visitantes, tem tornado possível e tem acicatado muitas das minhas reflexões e investigações no âmbito de problemáticas ligadas à cultura, à cidadania e à atualidade do mundo em que vivemos. Foi, aliás, esta atividade, a par da atenção de vários leitores amigos, que tornou possível a minha colaboração em outros blogues (Milhafre – blogue do Movimento Internacional Lusófono e Mensagens do Agrupamento Damião de Góis – blogue da Biblioteca do Agrupamento Damião de Góis) e em duas revistas (Nova Águia – revista de Cultura e Brotéria – revista de Cultura Cristã), bem como o amável e estimulante desafio que recebi para  proferir uma conferência inserida no II Ciclo de Estudos de Homenagem ao Professor António Telmo.

 

Este blogue, além de ser um espaço de opinião, procura ter uma dimensão de formação cultural nos temas que aborda pelas pesquisas que procuro ir desenvolvendo. Espero continuar a ter o prazer das vossas leituras interessadas, das vossas sugestões e dos vossos comentários. Bem-haja caríssimos/as amigos/as leitores/as!

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

LANÇAMENTO DA “NOVA ÁGUIA” Nº 9 (REVISTA DE CULTURA) NESTE MÊS DE FEVEREIRO

 

 

Jaime Cortesão

Este novo número da Nova Águia (9 - correspondente ao primeiro semestre de 2012) trata de evocar o Centenário da Renascença Portuguesa, importante movimento cultural e cívico, que congregou muitos dos mais importantes intelectuais portugueses do início do século XX. No entanto, hoje, como no início do século passado, Portugal passa por uma profunda crise e esse movimento foi uma resposta generosa aos desafios que, na altura, se colocaram. Quiseram os prezados directores desta revista, em que muito me orgulho de colaborar, tentar antever como será Portugal em 2112, no sentido de se abrirem horizontes de Esperança que permitam ultrapassar os bloqueios que fizeram as angústias patrióticas de 1912 tão próximas das actuais.

 

Este número, como vem sendo timbre da Nova Águia, respeita a tendência espiritual que desafia com inquietação o vazio tecnocrático que tem vindo a moldar a mentalidade das presentes sociedades europeias, mas alicerça-se na bela e pujante herança das referências intelectuais que autores portugueses, lusófonos e galegos nos legaram. Daí a multiplicidade de autores que aqui justamente são tratados com perspectivas muito amplas e diversificadas.

 

Neste final de Fevereiro a revista vai ser lançada na Faculdade de Letras da Universidade do Porto no dia 22 às 18 horas e 30 minutos e na Sociedade de Geografia de Lisboa no dia 24 às 17 horas. Este segundo lançamento está integrado no debate sobre a “Importância da Lusofonia”organizado conjuntamente pela Plataforma Ativa da Sociedade Civil e pelo Movimento Internacional Lusófono e na cerimónia de entrega do Prémio Personalidade Lusófona 2011 a atribuir ao Professor Doutor Adriano Moreira por iniciativa do MIL.

 

Teremos grande prazer de ler o texto, neste novo número da revista, deste pensador português que meditou sobre a Universidade, após o seu longo e brilhante percurso académico e depois de ter sido durante muitos anos Presidente da Comissão Nacional para a Avaliação do Ensino Superior. Aguardamos, assim, com muita curiosidade este texto que foi proferido na Universidade do Mindelo, Cabo Verde, no momento em que foi justamente agraciado com este especial e sentido Doutoramento Honoris Causa. Convém, a propósito, não esquecer o papel muito relevante que o Professor Doutor Adriano Moreira teve no lançamento do Ensino Superior nos territórios ultramarinos portugueses na década de 1960.

 

O meu artigo neste número da Nova Águia versa uma das figuras centrais da Renascença Portuguesa, Jaime Zuzuarte Cortesão, na sua umbilical ligação a este movimento e no seu crescimento cívico e intelectual como actor político que marcou a História de Portugal do século XX, pelas suas fundas convicções ideológicas que o fez assumir uma coerência muito rara, e como historiador que nos deixou uma obra notavelmente inovadora e rica pelas suas perspectivas epistemológicas fracturantes e pelo seu inesgotável labor de investigação nos arquivos históricos de vários países.

 

Este meu texto dará azo a uma comunicação que farei no II Ciclo de Estudos de Homenagem a António Telmo num espaço privilegiado da Biblioteca Municipal de Sesimbra, organizado pelo Círculo Cultural António Telmo. Tenho a honra de partilhar a mesa com ilustres oradores que nos falarão de várias figuras de artistas e escritores ligados à Renascença Portuguesa num Ciclo vasto de comunicações que se espraiam de Março a Novembro deste ano. No dia em que irei apresentar a minha comunicação, a 30 de Junho, haverá oportunidade de ouvirmos falar de várias outras facetas importantes de Jaime Cortesão. Procurarei, claro está, transcender as minhas próprias ideias destiladas no texto da Nova Águia nº 9, embora naturalmente me alavanque nelas para vos apresentar a minha perspectiva deste inspirador Humanista da nossa Contemporaneidade.

 

Além dos textos ensaísticos sobre o futuro da Pátria e o passado evocado nas figuras de insignes escritores e filósofos ligados à Renascença Portuguesa ou ao espírito Lusófono (Sampaio Bruno, Guerra Junqueiro, Jaime Cortesão, Ernesto Guerra da Cal, Sílvio Romero, Ortega y Gasset, João de Deus, entre muitos outros) temos oportunidade de voar nas asas dos poemas que nos são apresentados. Não despiciendas são as recensões críticas que nos escalpelizam livros recentemente publicados, de que saliento a leitura de António Carlos Carvalho sobre o livro de Pedro Martins “O Segredo de Grão Vasco” e a leitura de Sérgio Quaresma sobre o livro da jornalista Bárbara Wong “A minha sala é uma trincheira”. Temos, pois, bons motivos para nos interessarmos por este promissor novo número da Nova Águia.   

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 


MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (MIL) E PENSAMENTO ESTRATÉGICO DO ESPAÇO CULTURAL DE LÍNGUA PORTUGUESA

O Movimento Internacional Lusófono é um movimento cultural e cívico com mais de 10.000 aderentes de todo o espaço linguístico português. Constituiu-se, juridicamente, como organização oficial no dia 15 de Outubro de 2010, embora já existisse, anteriormente, como um espaço de liberdade das sociedades civis da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O Movimento é composto, estatutariamente, por uma Direção, uma Assembleia Geral, um Conselho Fiscal e um Conselho Consultivo, que reúne no seu conjunto cerca de cem membros. Existem quase duas dezenas de membros honorários que sendo figuras prestigiadas subscrevem os objetivos do MIL.  

 

O MIL tem promovido sessões culturais, como as que vão acontecer durante este ano na Biblioteca Municipal de Sesimbra, e tem subscrito diversas moções, promovido inúmeros debates públicos, recolhido livros e distinguido Personalidades Lusófonas (o Bispo D. Ximenes Belo e o Diplomata Lauro Moreira) com um Prémio simbólico no intuito de estreitar as relações afetivas, sociais, culturais, institucionais, políticas e económicas entre os países falantes da Língua Portuguesa. Neste ano, o MIL vai distinguir o Professor Doutor Adriano Moreira com o Prémio Personalidade Lusófona do ano de 2011 numa cerimónia pública que se realizará na Sociedade de Geografia de Lisboa.

 

Os fundamentos desta agremiação estão nas raízes históricas lusófonas que temos procurado investigar em vários autores[1] e no pensamento generoso e visionário de Agostinho da Silva que sustentava, no século XX, a necessidade de se constituir uma União Lusófona. Estes alicerces culturais vieram a tornar possível a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa em 1996, que no ano passado comemorou os seus 15 anos de vida. O Presidente do MIL, Renato Epifânio, escreveu um livro “A Via Lusófona – um Novo Horizonte para Portugal”[2] em que nos apresenta com muita clareza e lucidez esta estratégia que a Pátria deve seguir, que sublinhei na breve recensão crítica aqui no blogue: “A VIA LUSÓFONA: UM NOVO HORIZONTE PARA PORTUGAL” - RECENSÃO CRÍTICA DO LIVRO DE RENATO EPIFÂNIO.

 

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa como instituição intergovernamental, o Prémio Camões como reconhecimento literário a autores que têm enriquecido a Língua Portuguesa, a revista “Nova Águia” como publicação que tem abraçado o espírito lusófono nos seus conteúdos e nos locais em que se tem apresentado, a Associação Médica Internacional que tem valorizado a assistência humanitária aos países irmãos, a Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira e a Ciber Rádio Internacional Lusófona têm constituído parceiros insubstituíveis para se consolidarem os laços culturais e afetivos de povos que a História tem vindo a aprofundar. Não quero deixar de mencionar a Academia Galega de Língua Portuguesa que foi reconhecida como Observador Consultivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, apesar da injusta reserva das autoridades portuguesas.

 

Contam-se como membros honorários do MIL figuras prestigiadas da Comunidade Lusófona como sejam: Fernando Nobre como seu presidente honorário e Abel de Lacerda Botelho, Adriano Moreira, Amadeu Carvalho Homem, António Braz Teixeira, António Carlos Carvalho, António Gentil Martins, Dalila Pereira da Costa, Elsa Rodrigues dos Santos, Fernando dos Santos Neves, João Ferreira, José Manuel Anes, Lauro Moreira, Manuel Ferreira Patrício, Pinharanda Gomes e Ximenes Belo como sócios honorários que muito prestigiam, pelos seus relevantes serviços públicos, esta nossa Agremiação.

 

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa constituída por oito países (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) formou-se para estimular a cooperação a diversos níveis e a defesa da Língua e da Cultura Portuguesa que tem sido enriquecida com a criativa genialidade dos autores e dos povos do espaço lusófono que transcende a contingência formal dos Estados, como nos ensinou o brilhante filólogo Luís Lindley Cintra.

 

O MIL conta hoje em dia com um site oficial, um blogue e um canal de vídeos que recolhe o testemunho de personalidades relevantes e de debates públicos que tem promovido. A sede do MIL localiza-se em Lisboa, mas como membro deste Movimento muito me congratulo com abertura de um novo núcleo no Porto.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

 

 

 


[1] Nuno Sotto Mayor Ferrão, “A dinâmica histórica do conceito de lusofonia (1653-2011), in Nova Águia, nº 8, 2º semestre de 2011, Sintra, Editora Zéfiro, 2011, pp. 204-208.

[2] Renato Epifânio, A Via Lusófona – Um Novo Horizonte para Portugal, Sintra, Edições Zéfiro, 2010.

 

LANÇAMENTO DA REVISTA “NOVA ÁGUIA”, Nº 8 (2º SEMESTRE DE 2011), INTITULADA “O PENSAMENTO DA CULTURA DE LÍNGUA PORTUGUESA”

 

No sábado, 15 de Outubro de 2011, às 16 horas na Sociedade de Língua Portuguesa, no âmbito do 1º aniversário do Movimento Internacional Lusófono, irá ser lançado o número 8 da revista “Nova Águia”. Neste oitavo número desta revista procede-se a uma homenagem a vários autores de língua portuguesa (Álvaro Ribeiro, José Marinho, Álvaro Cunqueiro, Joaquim Nabuco, Domingos Gonçalves Magalhães, etc), com o contributo de dezenas de textos de diversos autores, mas partindo de esteios patrimoniais clássicos apontam-se, também, para a pátria caminhos cívicos e culturais, de uma modernidade que se compagina com um Humanismo universalista, neste tempo de uma Globalização caracterizada por uma atonia Ética e por uma substantiva perda dos referenciais identitários, históricos e culturais.

 

Além da temática central, em torno da figura de Álvaro Ribeiro, evocam-se de relevante interesse neste ano de 2011: o bicentenário de Domingos Gonçalves de Magalhães e ainda, no seguimento do nº 7 da revista, os 15 anos da CPLP e a evocação de Fernando Pessoa.

 

Álvaro de Carvalho de Sousa Ribeiro (1905-1981) foi um eminente pensador português, discípulo de Leonardo Coimbra, que teve, por sua vez, como alguns dos seus discípulos António Quadros e Afonso Botelho. Pertenceu no tempo da 1ª República à associação da Renascença Portuguesa e procurou sistematizar um patriotismo cultural que fosse uma resposta cabal à nefasta tendência da mentalidade decadentista que tinha perpassado as elites portuguesas do fim do século XIX e princípio do século XX. Como elemento essencial deste patriotismo cultural percepcionou uma forte conexão existente no país entre a poesia e a filosofia. Neste sentido, uma das suas obras ensaísticas mais conhecidas “O problema da filosofia portuguesa”, publicada em 1943, foi uma crítica explícita ao nacionalismo das Comemorações Centenárias de 1940 da fundação e da restauração da nacionalidade (1140 e 1640).

 

Nesta revista, no âmbito da evocação dos 15 anos da CPLP, escrevo sobre a evolução histórica do conceito de Lusofonia do século XVII à actualidade. A próxima revista, número 9, relativa ao 1º semestre de 2012, será dedicada à “Renascença Portuguesa” e à indagação das possibilidades existenciais de Portugal, como nação, daqui a cem anos. Aliás, a alargada difusão desta revista no espaço lusófono tem sido possível, em parte, graças ao dinamismo do Movimento Internacional Lusófono. Convidamos todos os cidadãos interessados, na presente temática do Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa e nas questões ligadas à Cultura Contemporânea, a assistirem ao aniversário do Movimento Internacional Lusófono e à apresentação deste novo número da “Nova Águia”.  

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

 

 

BIBLIOGRAFIA DE NUNO SOTTO MAYOR FERRÃO

*Nuno Sotto Mayor Ferrão, O pensamento colonial de Sarmento Rodrigues enquanto Ministro do Ultramar (1950-1955), Dissertação de Mestrado em História Contemporânea, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1997, 233 p.


*Idem, Aspectos da vida e obra do Almirante Sarmento Rodrigues (1899-1979)", Mirandela, Edição Câmara Municipal de Freixo de Espada-à-Cinta, 1999, 293 p.

 

*Idem, "Leonardo Coimbra, a revista 'A Águia' e o panorama cultural contemporâneo", in Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI, nº 5 - 1º semestre de 2010, Sintra, Editora Zéfiro, pp. 34-36.

 

*Idem, "Alexandre Herculano, aspectos da vida e obra e sua ascendência ideológica sobre o Republicanismo", in Sintra, Zéfiro Editora, Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI , nº 6 - 2º semestre de 2010, pp. 130-135.

 

*Idem, "Fernando Pessoa: o sentimento lusófono na sua obra", in Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI, nº7, 1º semestre de 2011, Sintra, Zéfiro Editora, 2011, pp. 34-38.

 

*Idem, “A dinâmica histórica do conceito de Lusofonia (1653-2011)” in Sintra, Zéfiro Editora, Nova Águia - Revista de Cultura para o Século XXI, nº 8, 2º semestre de 2011, Zéfiro Editora, pp. 204-208 (no prelo).

 

 

2º ANIVERSÁRIO DO BLOGUE “CRÓNICAS DO PROFESSOR NUNO SOTTO MAYOR FERRÃO”

 

O simpático Pato Donald, uma das figuras mágicas da “Walt Disney Company”, veio festejar connosco o 2º aniversário deste blogue. Quero agradecer a todos, leitores e amigos, o estímulo que me têm dado neste projecto, que sem vocês não teria sido possível erguer. Deixo, pois, o meu sentimento de profunda gratidão por todos, amigos, conhecidos e visitantes, de diferentes paragens geográficas, que me têm apoiado, de uma forma ou de outra, no desenvolvimento deste aliciante projecto. Sem o vosso interesse, caríssimos leitores, este blogue, de feição cívica e cultural, não teria sido possível medrar.

 

Não me quero repetir em relação à mensagem do ano transacto, mas não posso deixar de agradecer de forma especial aos amigos Professores Universitários José Medeiros Ferreira e Ana Paula Fitas e às Professoras Elsa Castro e Paula Magalhães que acreditaram neste projecto e me deram pistas práticas e técnicas que fizeram nascer e amadurecer este blogue. Quero agradecer, também, ao Professor Universitário Renato Epifânio que me integrou entre os colaboradores da revista cultural “Nova Águia” e do blogue do Movimento Internacional Lusófono (Milhafre), a que muito me honro de pertencer.

 

O meu sentimento de gratidão estende-se a todos, os leitores e visitantes, que têm acompanhado este desafio, com interesse, e aos internautas que por cá têm passado. Devo reconhecer, com sinceridade, que tenho aprendido muito, também, com os blogues que tenho visitado, do ponto de vista dos seus conteúdos e padrões estéticos, pois incitam-me a tentar tornar este espaço cada vez mais acolhedor e enriquecedor dos leitores que o visitam.

 

A filosofia deste projecto consta, da linha editorial, da apresentação do blogue: “Crónicas que tratam temas da cultura, da literatura, da política, da sociedade portuguesa e das realidades actuais do mundo em que vivemos. Em outros textos, mais curtos, farei considerações sobre temas de grande actualidade”. Julgo ter cumprido estas metas definidas, mas estou aberto às críticas e aos comentários, que são muito úteis, para se proceder a uma avaliação construtiva, que se deve pautar por padrões Humanistas, e se aprofundar as questões lançadas através de debates abertos.

 

Juntei, em Fevereiro de 2010, um contador que me proporciona, a par dos comentários directos ou indirectos, algum “feedback” da aceitação que o blogue vai tendo no maravilhoso Mundo Novo da blogosfera. Já durante este ano, após ter frequentado uma formação em recursos digitais, introduzi uma estação de rádio (RFM), que oiço há vários anos, como som de fundo do blogue. Estou aberto a críticas e a todas sugestões construtivas que os leitores me queiram deixar, que são sempre bem-vindas.

 

Sei que, ainda, posso melhor mais a qualidade e a programação do blogue e, nomeadamente, desejo introduzir alguns “selos” identificativos, de forma que se alguém souber ajudar-me, com conselhos práticos, fico muito agradecido. Estou, também, com a dúvida de saber se devo, ou não, mudar o “cenário” deste blogue e fico a aguardar, as vossas opiniões, para poder decidir com base na vossa percepção. Na verdade, tem sido um enorme prazer escrever, seleccionando documentação relevante, sobre os diversos temas que vou abordando.

 

“Last, but not least”, reconheço o inestimável apoio que a minha “cara-metade”, os meus pais, os muitos amigos e alguns primos me têm dado no desenvolvimento deste entusiasmante projecto.

 

Caríssimos concidadãos, e visitantes de diversas partes do mundo, espero, assim, poder corresponder às vossas mais legítimas expectativas, mas em plena consciência o afirmo: este blogue é um espaço vosso, no sentido de que possamos construir, através da partilha de ideias, de experiências e de saberes, um mundo melhor e mais justo que se compagine com os ideais de uma cidadania que se quer global, interactiva, em prol da Defesa Universal dos Direitos Humanos. Lembro, a este propósito, que sustentei, no primeiro “post”, aqui publicado, que São Paulo de Tarso, em 2009 celebrado pela passagem do segundo milénio do seu nascimento, se afirmou como um dos primeiros indivíduos a defenderem “avant la lettre” a igualdade de todos os seres humanos.

 

A avaliação qualitativa que faço deste projecto tem sido, pessoalmente, muito gratificante, mas do ponto de vista quantitativo nota-se, também, uma evolução bastante positiva ao longo dos últimos meses com um crescente número de visitantes, não obstante haja algumas periódicas oscilações e seja, mesmo, de esperar uma quebra, nesta altura que, em Portugal, corresponde às férias do Verão. Felizmente, e com muito agrado, constato que o blogue tem registado muitas entradas de outros países, que gostaria de saudar de forma muito efusiva, porque este é um dos papéis mais importantes da Globalização: a união de povos e de pessoas de diferentes latitudes e longitudes através de uma sociedade da informação que contribua para a compreensão das complexas tendências do mundo contemporâneo.  

 

Convido-vos, como forma de festejar o 2º aniversário deste blogue, a assistir a um pequeno excerto de um desenho animado do aniversário do Pato Donald, que num gesto de incompreensão, não captou a generosidade dos seus sobrinhos, que simplesmente pretendiam oferecer-lhe um presente. Com este aspecto, talvez eu queira demonstrar a necessidade de valorizar mais a vertente sarcástica que alguns “posts” devem passar a conter. Vejamos se serei capaz de o fazer.

 

Deixo-vos, pois, dois vídeos para que possa celebrar convosco esta data simbólica deste espaço de liberdade e de reflexão, que espero possa continuar a merecer a vossa visita.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

LANÇAMENTO DA REVISTA NOVA ÁGUIA 7

 

Após o promissor debate público que se vai realizar, na Sociedade da Língua Portuguesa[1], às 16 horas do dia 19 de Março de 2011, sábado, subordinado ao tema “A CPLP nos media” irá ser lançado o número 7, da revista “NOVA ÁGUIA”, intitulado “Fernando Pessoa ‘minha pátria é a língua portuguesa’ – nos 15 anos da CPLP” às 18 horas.

 


[1] Rua Mouzinho da Silveira, nº 23 ( junto ao Marquês de Pombal )

CPLP (1996-2011) - BALANÇO DE 15 ANOS DE EXISTÊNCIA

   

 A 19 de Março, deste ano, vai realizar-se na Sociedade de Língua Portuguesa às 16 horas um debate público, com a presença de jornalistas e de bloggers, sobre o impacto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa nos meios de comunicação social e nos blogues, com o patrocínio do Movimento Internacional Lusófono. No ano em que se comemoram os quinze anos da CPLP (1996-2011) importa fazer um balanço, retrospectivo e prospectivo, desta organização Lusófona.

 

Nesta sessão será, também, feito o lançamento do número 7 da revista de Cultura intitulada “Nova Águia” subordinada ao tema “Minha pátria é a língua portuguesa – nos 15 anos da CPLP” e apresentados quer o livro de Rodrigo Sobral Cunha de título “Filosofia do Ritmo Portuguesa”, quer os mais recentes títulos da Colecção Nova Águia da Editora Zéfiro. A revista aborda a grande figura da Cultura Lusófona, Fernando Pessoa, transcorridos que estão 75 anos após a sua morte (1935-2010), que foi autor dessa célebre frase que serve de “leimotiv” a este número da revista, pois esta expressão abre-nos ao espírito com que foi criada, nos anos 90, a CPLP sob o forte impulso do Embaixador Brasileiro José Aparecido de Oliveira.

 

Na verdade, Fernando Pessoa mundialmente conhecido pelo seu génio literário universal urge ser compreendido na sua múltipla riqueza criativa e, seguramente, que esta revista com as suas diferentes colaborações poderá ser uma porta para um entendimento mais aprofundado da sua vida e obra. Por outro lado, este número irá fornecer, certamente, bastantes filões para se perceber melhor e reflectir sobre o passado, o presente e o futuro desta organização internacional que consubstancia o sentimento lusófono que une os povos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor -Leste.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

LANÇAMENTO DO Nº 6 DA REVISTA "NOVA ÁGUIA" NA HEMEROTECA MUNICIPAL DE LISBOA

 

A ÁGUIA, CEM ANOS DEPOIS (1910-2010)

MOSTRA BIBLIOGRÁFICA

Exposição evocativa do Centenário da publicação da revista A Águia e do Movimento da Renascença Portuguesa. 

Até 31 de Janeiro de 2011
Local: Átrio e Escadaria da Hemeroteca

Hemeroteca Municipal de Lisboa

 

MIGUEL REALE (1910-2006), CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DESTE HUMANISTA DE DIMENSÃO INTERNACIONAL

 

Miguel Reale marcou a Cultura Luso-Brasileira pela sua fibra intelectual como Jurista, Filósofo, Ensaísta, Historiador das Ideias e Escritor. Realiza-se, em Lisboa, de 8 a 11 de Novembro de 2010, no âmbito do Centenário do seu nascimento, o Colóquio intitulado “Miguel Real e o Pensamento Luso-Brasileiro”, com comunicações de numerosos e prestigiados especialistas, numa parceria entre o Instituto Luso-Brasileiro de Cultura e o Centro de História da Cultura da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

 

Durante este Colóquio será lançada a revista “Nova Águia”, nº 6, às dezassete horas do dia 10 por Renato Epifânio, pois nela se destaca um artigo do Professor Doutor António Braz Teixeira[1], um dos esteios do Instituto Luso-Brasileiro de Cultura, em que nos revela a faceta, menos conhecida, de Miguel Reale como Historiador das Ideias Filosóficas Brasileiras.

 

Este pensador afirmou-se internacionalmente com a sua Teoria Tridimensional do Direito, que o catapultou para um reconhecimento Académico, além fronteiras, como Filósofo Jurídico. Na realidade, a pluralidade dos seus saberes e das suas curiosidades intelectuais imprimiram-lhe o perfil de Humanista que escreveu obras em diversas áreas: Filosofia do Direito, Filosofia Brasileira, História da Cultura, Ciência Política, Literatura, deste modo teve vários livros traduzidos em diversas línguas. No Brasil, o seu prestígio público emanou da sua grande autoridade intelectual que o levou a ingressar na Academia Brasileira de Letras, a partir dos anos 70, e a colaborar na Comissão que reviu, em 1967, a Constituição Brasileira. Já nos últimos de vida concedeu o seu contributo de especialista no trabalho de supervisão do actual Código Civil Brasileiro.

 

É, pois, absolutamente justa esta Homenagem, inerente a este Colóquio e ao artigo que o novo número da “Nova Águia” nos apresenta, para que, as sociedades lusófonas, conheçam melhor o pensamento deste insigne Homem de Letras Brasileiro.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão



[1] António Braz Teixeira, “Miguel Reale, Historiador das Ideias”, in Nova Águia, nº 6, 2º semestre de 2010, Sintra, Editora Zéfiro, pp. 140-142.

LANÇAMENTO DA REVISTA “NOVA ÁGUIA”, Nº 6 (2º SEMESTRE DE 2010), INTITULADA “A REPÚBLICA – 100 ANOS DEPOIS”



No dia 7 de Outubro de 2010 às 19 horas na Universidade Católica do Porto e em Lisboa no Palácio da Independência a 12 de Outubro às 17 horas irá ser lançado o número 6 da revista de Cultura intitulada “Nova Águia”, respectivamente com as apresentações do jornalista Carlos Magno e do professor Pinharanda Gomes nas referidas cidades.

 

Neste sexto número da revista “Nova Águia” procede-se ao balanço dos 100 anos da República Portuguesa, com o contributo de dezenas de textos, mas a exemplo do que foi a “Renascença Portuguesa” na 1ª República apontam-se, também, para a pátria caminhos cívicos e culturais, de uma modernidade que se compagina com um Humanismo universalista, neste tempo de uma Globalização caracterizada por uma atonia Ética e por uma substantiva perda dos referenciais identitários históricos e culturais.

 

Além da temática, central, evocam-se quatro efemérides culturais de relevante interesse neste ano de 2010: o Bicentenário do nascimento de Alexandre Herculano (1810-2010); o centenário do nascimento de Miguel Reale, falecido em 2006 (1910-2010); o cinquentenário do falecimento de Jaime Cortesão (1960-2010); e o ano da morte de António Telmo (1927-2010), professor e ilustre filósofo estremocense, colaborador desta revista, recentemente falecido.

 

Neste número da revista escrevo sobre a importância cultural de Alexandre Herculano, a sua vida e o relevante magistério intelectual que exerceu sobre os Republicanos. Na próxima revista, número 7 relativo ao 1º semestre de 2011, será dedicada a Fernando Pessoa e à sua concepção de pátria (em conformidade com a sua afirmação: “a minha pátria é a língua portuguesa) a propósito dos 15 anos da formação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Aliás, a alargada difusão desta revista no espaço lusófono tem sido possível graças, em grande parte, ao dinamismo do Movimento Internacional Lusófono.

 

Convidamos todos os cidadãos interessados, na presente temática do Centenário da República Portuguesa e nas questões ligadas à Cultura Contemporânea, a assistirem à prelecção do Professor Pinharanda Gomes relativa aos cem anos da República e à apresentação deste novo número da “Nova Águia”.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 

CULTURA E LIBERDADE, BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE A CULTURA PORTUGUESA NA ACTUALIDADE FACE AOS NOVOS DESAFIOS E CONSTRANGIMENTOS DA CIDADANIA GLOBAL

 

O regime do Estado Novo, tal como os regimes autoritários seus contemporâneos, limitou os direitos e as liberdades individuais amesquinhando as virtualidades criativas dos fenómenos culturais. Houve, assim, um empobrecimento das actividades culturais que eram alvo da censura prévia: na imprensa, no teatro, no cinema, na rádio e na televisão. Neste contexto repressivo, o Secretariado de Propaganda Nacional/ Secretariado Nacional de Informação, inicialmente dirigido por António Ferro até 1949, procurou criar padrões culturais adaptados à ideologia Salazarista na designada “Política do Espírito”.

 

Como exemplo da tentativa de refrear os ímpetos de insinuações simbólicas na Literatura podemos evocar o livro do escritor Aquilino Ribeiro “Príncipes de Portugal suas grandezas e misérias”[1] publicado em 1952 e impedido pela Direcção dos Serviços de Censura de ser reeditado no ano seguinte.

 

Com a Revolução do 25 de Abril de 1974, que comemoramos este ano o trigésimo sexto aniversário, instaurou-se um regime de liberdade política e cultural que permitiu que as criações culturais se espraiassem pelo país. Apareceram as obras de marcada índole interventiva ( nas canções, na poesia e na “arte mural” ) que ajudaram à desestruturação das mentalidades da sociedade portuguesa. A cultura portuguesa foi, pois, bafejada por uma lufada de ar fresco que lhe permitiu renovar-se.

 

A revista “Nova Águia”[2], surgida em 2008, sendo inspirada na revista “A Águia” pretende recriar o vigor cultural e espiritual dos criativos agentes intelectuais do início do século XX. No “Manifesto” da “Nova Águia” evidencia-se a crise cultural em que o país vive, pretendendo-se com o concurso de várias sinergias sociais e institucionais incutir um novo vigor cultural a Portugal.

 

A “Nova Águia” colhe, pois, a inspiração da ínclita geração dos intelectuais portugueses do início do século XX que verteram a sua criatividade, inteligência e sensibilidade na revista “A Águia”, mas deseja responder aos prementes desafios de padronização cultural implicados pelo processo da Globalização. Deste modo, esta revista, semi-revivalista, acredita nas potencialidades do legado do património cultural português que nos define como uma identidade nacional, cujo valor é relevante para enfrentar estes imensos desafios. Daí o paradigma cultural da “Nova Águia” assentar na concepção de um universalismo lusófono, defendido por Jaime Cortesão, que permita a Portugal ajudar a edificar uma alterglobalização[3].

 

Assim, tal como a “Águia”, se constituiu como órgão de informação da “Renascença Portuguesa”, a “Nova Águia” é o veículo informativo/formativo de comunicação do Movimento Internacional Lusófono que pretende pela acção cívica e cultural dentro do espaço geográfico da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa consolidar um sentimento de pertença e de entreajuda entre os povos irmãos em afinidades afectivas e experiências históricas.     

 

O tema do número cinco da revista “Nova Águia” resulta do entrelaçamento entre a comemoração do nascimento da revista “A Águia” de 1 de Dezembro de 1910, dado que esta foi um projecto que teve frutos espirituais muito importantes[4], e da ponderação dos diversos colaboradores relativamente ao diagnóstico da situação cultural portuguesa dos nossos dias. Se nos diversos textos de qualidade e rigor, que nos são apresentados, aparecem diversas perspectivas, todas nos traduzem um labor de pesquisa, de reflexão e de inspiração em torno da articulação destas duas problemáticas. Em particular, destaco, pelo vigor conceptual, os textos dos Professores Adriano Moreira, Paulo Borges e Pinharanda Gomes.

 

Como vos disse a cultura portuguesa no quadro da Globalização em curso está cada vez mais estereotipada e manietada pelos constrangimentos desta conjuntura internacional. Na verdade, a cultura surge como um bem crescentemente subalternizado, em detrimento de uma Civilização intelectual e eticamente responsável, pois a educação crescentemente tem sido submersa pela exacerbada valorização dos paradigmas tecnicistas tão ao gosto dos políticos tecnocráticos de serviço. A constatação desta realidade socioeducativa do nosso mundo, que vive numa sociedade da informação, desperta-nos para o paradoxo subsistente no facto de uma grande parte da população, apesar de alfabetizada, permanecer num estado de iliteracia que dificulta a intervenção cívica.

 

Não espanta que os tecnocratas “esfreguem as mãos” de contentamento ao manietarem as capacidades de intervenção cívica das populações com este tipo de paradigma educativo e com a crescente complexidade da teia legislativa. Edmund Burke[5], teorizador do conservadorismo no século XVIII, ficaria radiante com esta estratégia dos modernos tecnocratas que tem conduzido à prevalência das “democracias musculadas” de que os politólogos nos têm falado.   

 

A cultura segundo a acepção dos sociólogos[6] tem uma dimensão mais lata por abranger valores, princípios, normas e costumes e, por isso, quanto mais claustrofóbica for uma cultura menos possibilidades criativas lhe são oferecidas. Reside, portanto, aqui o verdadeiro dilema das sociedades contemporâneas que se querem excessivamente competitivas e organizadas, que ao reduzirem os tempos de lazer, levam ao fechamento cultural, ao empobrecimento qualitativo da vida dos cidadãos e à pouca estimulação das capacidades criativas em benefício da domesticação tecnocrática das democracias e dos cidadãos.

 

Nuno Sotto Mayor Ferrão

 



[1] Aquilino Ribeiro, Príncipes de Portugal suas grandezas e misérias, Lisboa, Portugália Editora, 2008.

[2] Cf. Manifesto da revista disponível em: www.novaaguia.blogspot.com

[3] Vide para uma percepção actualista o livro no prelo de Renato Epifânio, A via lusófona – um novo horizonte para Portugal, Sintra, Edições Zéfiro, 2010 é fundamental ou, para uma sistémica percepção cultural, o livro de Paulo Borges, Uma visão armilar do mundo, Lisboa, Edição Verbo, 2010.

[4] Nuno Sotto Mayor Ferrão, “Leonardo Coimbra, a revista “A Águia” e o panorama cultural contemporâneo”, in Nova Águia, nº 5, Sintra, Editora Zéfiro, 2010, pp. 34-36.

[5] António de Sousa Lara, “Edmund Burke (1729-1797), in Da História das ideias políticas à teoria das ideologias, Rio de Mouro, Editor Pedro Ferreira, 1995, pp. 192-196.

[6] Antonhy Giddens, Sociologia, Lisboa, Edição Fundação Calouste Gulbenkian, 2009, pp. 46-47.

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